Financiamento de automóveis: carro novo sem sustos
Atualmente, está cada vez mais fácil comprar um carro. Há muitas ofertas para o financiamento, que pode durar até 72 meses, com juros aparentemente baixos. Porém, é preciso ficar atento às condições de crédito mais favoráveis a você e às taxas cobradas, algumas indevidas.Leia mais
Existem várias formas de comprar um carro e pagar de forma parcelada. Uma delas é o consórcio, o qual é muito oneroso e condiciona a entrega do carro a um sorteio.
O uso do limite do cheque especial é caro e só valeria se fosse para aproveitar uma promoção ou oportunidade imperdível, se faltasse apenas uma quantia irrisória para pagar o carro à vista.
O empréstimo pessoal apresenta juros bem menores que o do limite do cheque especial, mas ainda não é uma forma das mais atraentes para se adquirir um carro.
Outras maneiras são o leasing e o crédito direto ao consumidor (CDC).
Entenda o leasing
É um contrato de aluguel com opção de compra, mais usado em veículos novos. Teoricamente, você pode não comprar o carro ao final do contrato. Porém, as empresas embutem desde o começo o valor residual garantido (VRG), que é a opção de compra, o qual pode ser pago na entrada, diluído nas parcelas ou ao final do contrato.
Em alguns bancos, possui taxas menores que o CDC.
É isento de IOF.
Seu prazo mínimo é de 24 meses e o máximo, de 72.
Não permite o pagamento antecipado de parcelas. Em contratos de 36 meses, somente a partir do 24º mês o financiamento pode ser quitado.
Durante o contrato, a propriedade do veículo é da instituição. Você só tem a posse. Por isso, o banco exige um seguro.
Em caso de falha no pagamento, a retomada do banco é rápida: em apenas cinco dias.
Após quitadas todas as parcelas, você terá que passar a documentação do nome da companhia de leasing para o seu.
Crédito direto ao consumidor: a melhor opção
É um empréstimo feito para a compra específica de um bem, o qual pode ser contratado em bancos, financeiras, bancos das montadoras e concessionárias.
Paga IOF.
Em geral, o prazo de financiamento varia de 18 a 60 meses.
As parcelas podem ser antecipadas – com o desconto da taxa de juros – e o financiamento pode ser quitado a qualquer momento.
Durante o contrato, você tem a posse do veículo, alienado à instituição credora.
Diante de falha no pagamento, a retomada pelo banco é mais lenta, dando chance de você acertar a dívida antes de perder o bem.
Após a quitação da dívida, o Gravame (anotação no documento que aponta que ele ainda está citado como garantia) é baixado em cerca de 15 dias úteis.
Atenção às taxas
Em suas parcelas mensais, ainda poderão ser embutidas taxas pela emissão do boleto bancário, pelo registro de contrato e pela abertura de crédito. Pode ser cobrado, também, o trabalho do despachante que tratará da documentação.
Mesmo que sejam despesas pequenas, elas incidirão sobre sua renda mensalmente, por até cinco anos. Por isso, não decida sua compra apenas conhecendo as taxas de juros. Tenha como base o CET (Custo Efetivo Total), que considera todos os custos do financiamento e que será de informação obrigatória a partir de março de 2008.
Na compra de um carro usado, as taxas em geral são bem maiores do que as cobradas para a aquisição de um carro novo. A vantagem é que o montante financiado pode ser menor.
Cuidado com a quitação antecipada
Se você quiser antecipar as parcelas do seu financiamento, poderá acabar pagando mais. Hoje, os bancos vêm taxando os consumidores que tentam quitar a dívida antes do prazo e pedem o abatimento dos juros pelo período que encurtaram do financiamento.
As taxas cobradas, em geral, são um percentual (inferior a 10%, normalmente) do saldo devedor, mas algumas instituições chegam a cobrar um valor fechado por contrato.
Esta prática vai contra o Código de Defesa do Consumidor, que assegura o desconto no caso de quitação antecipada.
Instituições testadas
Banco do Brasil
Banrisul
Bradesco
BV
Caixa Econômica Federal
Fiat
Finasa
GM
HSBC
Itaú
Nossa Caixa
Panamericano
Real
Safra