Saúde
PROTESTE participa da Feira da Saúde em SP
Técnicos darão orientações sobre direito do usuário de plano de saúde. Médicos de todo País farão protestos contra operadoras.
Técnicos da PROTESTE Associação de Consumidores darão orientações sobre direitos em relação aos planos de saúde na Feira da Saúde, que será realizada nesta quarta-feira (25), no Conjunto Nacional (Avenida Paulista nº 2073), em São Paulo, das 12 às 16 horas. As atividades integram a Ação nacional de orientação sobre a saúde que marcam o Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde, promovido por médicos e dentistas de todo o País.
As entidades médicas nacionais farão manifestações em protesto contra as empresas que operam no setor da saúde suplementar. Trata-se de um dia de advertência da categoria contra as operadoras que têm se recusado a avançar nas negociações pela recuperação de honorários defasados, e pelo fim da interferência antiética na relação entre os profissionais e seus pacientes.
A PROTESTE orienta os consumidores que tenham consulta agendada para esta quarta-feira a checar se o profissional vai aderir à mobilização nacional. Se for o caso deve reagendar o atendimento. E quem ainda não marcou a consulta deve procurar outra data para evitar transtornos.
Para a Associação é legítima a manifestação dos profissionais que reclamam dos honorários pagos por consultas e outros procedimentos, mas precisam ser garantidos os atendimentos. A queda de braço entre operadoras de planos de saúde e médicos não pode prejudicar os atendimentos aos cerca de 45 milhões de usuários do sistema suplementar.
Em São Paulo, os profissionais de todo o Estado farão uma passeata na Avenida Paulista. Os manifestantes se concentrarão às 9 horas da manhã, em frente à sede da Associação Médica Brasileira (AMB), na Rua São Carlos do Pinhal nº 324, e caminharão até o Conjunto Nacional, na Avenida Paulista nº 2073, onde haverá uma Feira da Saúde, das 12 às 16 horas.
No Estado de São Paulo, as principais entidades engajadas no movimento são: Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Associação Paulista de Medicina, Sindicatos dos Médicos de São Paulo, Academia de Medicina de São Paulo, Sociedades de Especialidades Médicas, Associação Brasileira de Mulheres Médicas – Seção São Paulo, Associação Brasileira de Cirurgiões Dentistas, Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas, Conselho Regional de Odontologia de São Paulo e Sindicatos dos Hospitais (Sindhosp).
No último dia 13, as entidades médicas nacionais – Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina e Federação Nacional dos Médicos – entregaram à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) as propostas da classe quanto às cláusulas obrigatórias a serem inseridas nos contratos entre médicos e planos de saúde.
A categoria também chama a atenção para o fortalecimento deste mercado no Brasil, que cresce mais de 10% ao ano, o que significa em torno de 4 milhões de novos usuários no país por período. Em 2010, esse cenário gerou um faturamento às operadoras de R$ 72,7 bilhões, sem suficiente contrapartida em termos de valorização do trabalho médico e na oferta de cobertura às demandas dos pacientes.
Para as entidades médicas, esses números são a prova de que para as operadoras a assistência em saúde se tornou um negócio regido exclusivamente pela lógica do lucro.
Este é o terceiro protesto nacional dos médicos contra os abusos praticados pelas operadoras no período de um ano. Em 2011, houve mobilização em duas datas: 7 de abril e 21 de setembro. Nas duas oportunidades, os profissionais foram às ruas para chamar a atenção da opinião pública para os problemas que comprometem, principalmente, a qualidade do atendimento oferecido aos usuários dos planos de saúde.