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PROTESTE se reúne com Cedae e Agenersa para discutir situação da água no Rio e Baixada

Agência reguladora mediou reunião com empresa estatal, que se comprometeu a responder questionamentos

14 fevereiro 2020 |

A PROTESTE se reuniu nesta sexta-feira (14) com representantes da Cedae (Companhia de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) e da Agenersa (Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro) um mês após enviar ofício pedindo esclarecimentos sobre os problemas com a água no Rio de Janeiro e Baixada Fluminense. Desde o início do ano, a região metropolitana do Rio é abastecida com água adulterada com odor, gosto e coloração. No encontro de sexta, a PROTESTE pede um plano de recuperação do abastecimento e solicita que a Cedae preste esclarecimentos sobre as datas para solucionar efetivamente o problema. 

"A questão foi encaminhada pessoalmente, via novo ofício, e a Cedae nos disse que nos próximos dias vai avaliar as demandas apresentadas sobre a adequação [do serviço], plano de recuperação e a proposta para reembolso dos valores gastos. Na próxima semana, esperamos ter uma resposta", explicou o advogado da PROTESTE Guilherme Souza.

Além de Guilherme, a PROTESTE também se fez representar pelo advogado Gustavo Vinhas, pela gerente de Informações e Serviços da organização, Claudia Alvim, pelo diretor de Relações Institucionais e Mídia da Proteste, Henrique Lian e pela coordenadora da área de Alimentação e Saúde, Pryscilla Casagrande. A equipe foi recebida pelo presidente da Agenersa Luigi Eduardo Troisi, que mediou a reunião com a assessora da presidência da Cedae, Sylvana Moreira.

No documento entregue à Cedae, a PROTESTE também pede transparência na divulgação dos laudos sobre a qualidade da água , o abatimento de 100% das faturas de janeiro 2020 e, consequentemente, dos meses subsequentes se não houver regularização dos serviços.  O ofício entregue à representante da presidência da Cedae será avaliado pelo setor jurídico da companhia. "Vamos aguardar o posicionamento da Cedae sobre nossas reivindicações e sobre maior transparência com relação à prestação de serviços, que está sendo falha aos consumidores", afirmou o advogado Gustavo Vinhas. 

Entenda o caso

Por conta do aspecto ruim da água, moradores do Rio e da Baixada se viram obrigados a comprar água mineral para consumir. Parte da população também apresentou problemas de saúde, de acordo com informações da imprensa local, situações que geraram gastos extras à população. 

Assim que começou a receber as primeiras denúncias sobre essa situação delicada, a PROTESTE decidiu notificar extrajudicialmente a Cedae e a Agenersa. Para quem sofreu ou ainda sofre as consequências das características duvidosas da água, a orientação da PROTESTE é registrar tudo como fotos da água turva, guardar comprovantes de despesas médicas e notas ficais de água mineral.  Os documentos guardados podem ser úteis para uma eventual reivindicação na Justiça.

A PROTESTE quer que todo o prejuízo causado por esse problema e o que foi pago na conta de água volte para o bolso dos consumidores. Se você quer o mesmo, faça parte das medidas que a PROTESTE vai tomar contra a Cedae. Clique aqui e preencha em nossa página o formulário com informações sobre a sua situação e você será informado sobre a atuação da PROTESTE nesta causa.

 

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