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Azeites reprovados pela PROTESTE: o que aconteceu com eles?

Em nossos testes, já encontramos 25 produtos fraudados e denunciamos aos órgãos fiscalizadores. Descubra aqui quais mudaram para melhor.

11 janeiro 2018 |
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Em seus 15 anos de atuação no Brasil, a PROTESTE já fez sete testes com azeites de oliva. Resultado: identificamos no mercado 25 azeites adicionados de outros óleos vegetais sendo vendidos como extravirgens! Diante disso, alertamos os consumidores que eles estavam pagando caro por um produto que não trazia os benefícios nutricionais esperados.
Em cada um desses testes, informamos ao Ministério Público, à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e ao Ministério da Agricultura (Mapa) sobre a ocorrência de fraudes, para que fossem adotadas providências fiscalizatórias e punitivas, dentro do âmbito de atuação de cada instituição. Também alertamos a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os fabricantes, para que medidas pudessem ser tomadas.

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E qual foi o resultado disso? A melhoria desse produto! Por exemplo, o azeite extravirgem Cocinero, reprovado em nossa análise de 2007 por apresentar indícios de fraude, ficou em quarto lugar no teste de 2013 e, em 2016, se tornou o melhor do teste. Esse produto foi ainda escolhido duas vezes (em 2016 e no segundo teste que fizemos em 2017) como a escolha certa, por apresentar a melhor relação custo-benefício.

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Classificação passou a ser a certa
Outro produto que atendeu às nossas reivindicações foi o azeite Filippo Berio. Em nosso teste de 2016, as análises sensoriais mostraram que ele deveria ser classificado como virgem, e não como extravirgem. Em 2017, a surpresa positiva: na primeira análise do ano com diversos azeites, a marca ficou entre os produtos escolhidos como a escolha certa e, na segunda análise, saltou para a posição de o melhor do teste. Agora, sim, um legítimo extravirgem!
Após nossas denúncias, uma fiscalização do Mapa retirou do mercado 800 mil litros de azeite de oliva com indícios de fraude. Das 64 marcas em que foram confirmadas a presença de azeite lampante (de cheiro forte e acidez elevada, não indicado para o consumo humano) e outros óleos vegetais (como a soja), oito também compõem a lista de reprovados ao longo desses 15 anos de análises da PROTESTE: Andaluzia, Do Chefe, Faisão Real, Figueira da Foz, Lisboa, Malaguenza, Pramesa e Tradição.

Para saber em quais azeites confiar, veja o nosso comparador.

No ano passado, os azeites Malangueza, Lisboa e Torre de Quintela também tiveram a distribuição e a comercialização de um ou mais lotes proibidas pela Anvisa. Essa é a prova de que os órgãos fiscalizadores estão de olho nas denúncias da PROTESTE! E, assim, seguimos juntos para que, na mesa do consumidor, só seja servido um azeite de qualidade.

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