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Rótulo mudou, mas ainda precisa melhorar

O tempero Figueira da Foz alterou sua rotulagem, mas a medida ainda está longe do ideal. Do jeito como ficou, o consumidor pode continuar sendo enganado.

16 janeiro 2018 |
figueira-da-foz

Em testes com azeites extravirgens feitos em 2009, 2013, 2016 e 2017, a PROTESTE reprovou o Figueira da Foz, porque ele nem sequer poderia ser considerado azeite, já que não passava de uma mistura de óleos vegetais – e um legítimo extravirgem deve ter como único ingrediente azeite de oliva extravirgem, proveniente da azeitona. No ano passado, fizemos uma nova denúncia sobre o fabricante aos órgãos fiscalizadores: ele alterou o rótulo do produto, deixando de se declarar “azeite extravirgem”, só que mantendo uma embalagem muito semelhante a azeites e que induz o consumidor a erro. Isso porque, no rótulo, a palavra ‘azeite extravirgem’ está em destaque e “tempero”, em letras miúdas. Trata-se, portanto, de uma mistura de óleos vegetais adicionada de especiarias, vendida como azeite de oliva extravirgem. O certo é que o produto seja rotulado como “óleo misto ou composto” e traga a informação sobre os percentuais que compõem a mistura.

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As reivindicações da PROTESTE surtiram resultado: o fabricante alterou o rótulo, deixando de se intitular azeite de oliva extravirgem. Nossa vitória, contudo, é parcial. Percebemos, nitidamente, que as palavras “tempero português” (escritas em cor fosca) permanecem com uma leitura que pode passar despercebida, já que o grande destaque (em branco, com letras maiúsculas que saltam aos olhos) ainda está em “azeite de oliva extravirgem”. Isso pode fazer com que o consumidor leve o produto para casa achando estar comprando um legítimo azeite de oliva extravirgem.

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Nota-se claramente a má-fé do fabricante. E, embora essa alteração de rotulagem tenha sido fruto de um trabalho intenso da PROTESTE, não deve ser conclusiva, já que a rotulagem ainda está insatisfatória, ferindo as normas técnicas e o direito do consumidor. Por esse motivo, solicitamos ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) que exija, junto ao fabricante, a alteração novamente do rótulo. A luta continua!

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