Veja todas as publicações da PROTESTE em seu celular ou tablet!

Ministério Público vai investigar azeite da marca Lisboa após denúncia da PROTESTE
O produto foi um dos eliminados em nosso teste mais recente por ter sido considerado fraudado com outros tipos de óleo.
17 outubro 2017 |
azeite-lisboa

Após denúncia da PROTESTE, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou inquérito civil para investigar o fabricante do produto Lisboa, uma dos eliminados em nosso último teste de azeites, realizado em março. De acordo com as análises, a marca foi considerada fraudada, já que constatamos a adição de outros óleos de sementes oleaginosas ao produto, o que não é permitido por lei.

Além disso, a análise sensorial mostrou que se tratava de um azeite lampante – tipo que não deve ser usado na alimentação. Portanto, ao contrário do que informa no rótulo, não é um produto extravirgem. Da mesma forma, as marcas Tradição, Torre de Quintela, Pramesa e Figueira da Foz, apresentaram o mesmo problema da fraude e todas foram denunciadas pela PROTESTE. Por isso, na semana passada, também foi instaurado um inquérito civil, com base em nosso teste, contra a marca de azeite Figueira da Foz.

Conheça o nosso teste de azeites

A PROTESTE já realizou o teste de azeites cinco vezes. Todas as análises são feitas por laboratórios credenciados pelo MAPA (Ministério da Agricultura) e pelo COI (Conselho Oleícola Internacional). Assim, seguem, rigorosamente, as metodologias e os parâmetros estabelecidos pelas legislações aplicáveis.

As marcas testadas neste ano foram: Andorinha, Borges, Beirão, Broto Legal Báltico, Carrefour Discount, Carbonell, Cardeal, Cocinero, Figueira da Foz, Filippo Berio, Galo, La Española, La Violetera, Lisboa, O-Live, Pramesa, Qualitá, Renata, Serrata, Taeq, Tradição e Torre de Quintela.

Veja como fizemos o teste

azeite-teste-1

Diante das irregularidades encontradas neste teste, a PROTESTE enviou os resultados ao Ministério da Agricultura, à Secretaria Nacional do Consumidor e ao Ministério Público, solicitando potencializar as ações de fiscalização para esses produtos.

Vale lembrar que, em junho deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a distribuição e comercialização de um lote do azeite de oliva extravirgem da marca Lisboa, por apresentar características sensoriais, perfil de ácidos graxos e pesquisa de matérias estranhas acima das faixas recomendadas por lei para esse tipo de produto.

Agora, com base nos resultados do teste da PROTESTE, o Ministério Público vai investigar a marca Lisboa. É por isso que continuaremos mantendo você informado e lutando para que tenha os seus direitos assegurados.

Descubra quais são os azeites que indicamos para consumo

E atenção: se você comprou um dos produtos reprovados em nosso teste, ligue para o nosso Serviço de Defesa do Consumidor pelos telefones 0800-282-2204 (de telefone fixo) ou (21) 3906-3900 (de celular) ou acesse nosso canal Reclame e faça sua queixa.

Leia também

remédios
granola-teste
água de coco
alimentos-funcionais

Deixe seu comentário()

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.