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Mitos e verdades sobre o azeite extravirgem
Um dos alimentos mais consumidos pelas famílias brasileiras é rodeado de mitos e verdades. Mas não se preocupe: a PROTESTE esclarece tudo pra você.
20 setembro 2018 |
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Que o azeite extravirgem faz bem a saúde todo mundo já sabe. No entanto, permanecem as velhas confusões – mitos, na verdade – na hora de escolher o melhor produto para levar para casa. Para te ajudar nessa tarefa, a PROTESTE responde a cinco dúvidas mais comuns entre os consumidores.

1. É possível descobrir que um azeite é extravirgem apenas pelo sabor do produto

Mito: É difícil dizer apenas pelo sabor, se a marca de azeite que você compra é realmente extravirgem. A avaliação ideal da qualidade do azeite é feita por um especialista, ou seja, uma pessoa capacitada para avaliar os efeitos combinados dos compostos que formam aromas e sabores complexos. Entretanto, para a confirmação de possíveis fraudes é necessária a combinação de análises de diversos parâmetros laboratoriais. Portanto, a melhor maneira de encontrar o verdadeiro azeite extravirgem, é procurar empresas cujos produtos foram testados e certificados como puros.  

2. Avaliar o rótulo do azeite extravirgem antes da compra é fundamental

Verdade: Vale a pena ficar de olho no rótulo do produto. Para ser considerado extravirgem um azeite deve possuir acidez até 0,8% e deve conter na sua lista de ingredientes apenas o azeite de oliva extravirgem.
Azeites envasados há, no máximo, 6 meses são mais frescos e, portanto, possuem mais propriedades nutricionais. Produtos envasados pelo produtor são menos propícios a adulterações.

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3. Azeites extravirgens de cor mais escura apresentam melhor qualidade

Mito: Esse aspecto não incide diretamente sobre a qualidade sensorial de um azeite e por isso é considerado um indicador secundário. Mesmo nas degustações oficiais (utilizando painéis treinados) utilizam-se inicialmente copos coloridos ou opacos, para que a degustação seja realizada “às cegas” e o foco mantido no sabor e no aroma do produto. A coloração do azeite pode variar de acordo com a época da colheita, variedade de azeitona e seu grau de maturação, além das técnicas de extração. 

4. Azeites de oliva com acidez baixa são mais gostosos ou intensos

Mito: Muitas pessoas acreditam que uma baixa acidez no azeite é sinônimo de qualidade, mas não é bem assim. Apesar de ser um fator importante na classificação do azeite (extravirgem, virgem e lampante, por exemplo), o grau de acidez do azeite de oliva extravirgem que deve ser menor que 0,8%, pouco afeta as características sensoriais do produto. Na verdade a acidez do produto está relacionada a variedade e o estado de maturação da azeitona quando é colhida. A acidez é consequência, entre outros fatores, das azeitonas não estarem em perfeitas condições (infestada, machucada ou fermentada, por exemplo) ou do mau armazenamento do azeite. Podem influenciar ainda na acidez o sistema de obtenção do azeite (centrifugação ou prensagem) e o tipo de extração do azeite (mecânica ou por solvente e refino).

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5. Podemos aquecer o azeite de oliva

Verdade: Estudos mais recentes comprovaram que a própria composição do azeite faz com que as perdas sofridas durante o aquecimento não sejam significativas, até determinado tempo e temperatura. Além disso, a presença de alguns compostos (vitamina E, compostos fenólicos e fitoesteróis) aliada a altas concentrações de ácido oleico torna o azeite de oliva mais resistente ao aquecimento do que muitos óleos vegetais (canola, girassol, milho), apesar de muita gente ainda acreditar no contrário.
O azeite só perde suas propriedades antioxidantes se você aquecê-lo por longos períodos e em temperaturas superiores a 180ºC. Esquentá-lo em baixas temperaturas não traz qualquer prejuízo à saúde, não forma substâncias tóxicas, nem gordura saturada e, muito menos, gordura trans.

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