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Alerta: carnes continuam com problemas

Voltamos a levar amostras de carnes e derivados ao laboratório e encontramos sinais de deterioração e a presença de um aditivo proibido.

19 junho 2017 |
carne fraca 2 abertura

Assim que a Polícia Federal deflagrou a Operação Carne Fraca, em abril, nós – a pedido de inúmeros associados – também decidimos avaliar esse alimento. E confirmamos as contaminações, ao detectarmos a presença de salmonella e listeria em carnes e frangos de seis frigoríficos (veja aqui os resultados completos deste teste). Agora, voltamos a levar ao laboratório as 26 amostras (oito de carne bovina, quatro de linguiça suína, quatro de salsicha, quatro de mortadela e seis de frango), compradas em supermercados do estado de São Paulo. Mais uma vez, prepare-se: algumas carnes ainda estão “fracas”.

Foi o que constatamos, por exemplo, no contrafilé Friboi JBS e nas picanhas Frialto e Montana. Essas amostras continham nitrato, um aditivo utilizado para fixar a cor, realçar o sabor e o aroma, retardar a oxidação e inibir o crescimento de alguns micro-organismos. A Anvisa e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) só autorizam o seu uso em carnes processadas e embutidas – e, ainda assim, dentro de um certo limite (acima dele, cogita-se que o nitrato dê origem a componentes tóxicos e até cancerígenos). Porém, nas carnes frescas e congeladas (como é o caso das citadas), sua utilização é proibida.

Essas carnes, portanto, pecaram por trazerem um aditivo não autorizado por esses órgãos. Isso denota que as empresas Friboi JBS, Frialto e Montana podem estar tentando encobrir falhas no processamento do alimento ou alterar a qualidade do produto. Mas, felizmente, essa adição se deu dentro dos valores seguros para o consumo humano.

carne fraca 2 matéria

Mortadelas deterioradas

Encontramos problemas, também, nas mortadelas Cerrati e Confiança. Elas continham um índice de peróxido acima do esperado (peróxidos são os primeiros compostos que se formam quando uma gordura se deteriora). Isso significa que essas amostras não estavam bem conservadas e apresentavam algum tipo de deterioração, estando, por exemplo, rançosas. Vale lembrar, contudo, que nosso teste retrata uma fotografia do momento, refletindo a situação encontrada no período em que compramos as amostras.

Diante de tudo isso, a PROTESTE enviou os resultados deste teste à Anvisa e ao Mapa, solicitando o aumento da fiscalização sobre os produtores de carnes e derivados e a retirada do mercado dos produtos que apresentaram a presença de nitrato e peróxidos. Não podemos continuar pondo em nossa mesa alimentos que, mesmo sem oferecer riscos à saúde, sejam de qualidade inferior ao valor que nos é cobrado. Isso tem que acabar!


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