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PROTESTE confirma erro de medição em copo de chope e orienta consumidores prejudicados
Copo oficial do Mondial de la Bière indica 125 ml, mas consumidor recebe 20% menos
14 outubro 2017 |
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Uma polêmica marcou os primeiros dias da quinta edição do Mondial de la Bière, que acontece até domingo no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, e provocou revolta entre os consumidores. O copo oficial de cerveja disponibilizado pelo evento está com a marcação errada, resultando em uma perda de 20% do chope para os consumidores: a marca de 125 ml indicada no copo comporta, na verdade, apenas 100 ml de bebida.

Logo após o primeiro dia do evento alguns consumidores levaram o copo oficial para casa e atestaram o erro na marcação das doses. Indignados, publicaram vídeos e fotos nas redes comprovando o erro da organização e provocando uma revolta coletiva. A PROTESTE, por meio de seus canais de comunicação com associados, também recebeu denúncias e decidiu apurar o ocorrido deslocando uma equipe técnica para o local.

Foi prejudicado por alguma empresa ou serviço? Reclame! Sua voz é ouvida na PROTESTE!

Já na chegada do evento nos deparamos com um anúncio nos caixas informando que o saldo residual do cartão (disponibilizado aos consumidores) não será reembolsado. De acordo com Renato Santa Rita, especialista em direito do consumidor da PROTESTE, essa cláusula se mostra abusiva, porque exclui do consumidor o direito de pagar por aquilo que efetivamente consome, evidenciando um enriquecimento ilícito para a organização. Notamos, também, que esta informação não consta nos caixas ambulantes.

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Em nota, a organização do Mondial de la Bière afirma que foi feita uma marcação manual nos copos do evento e orientou os expositores a oferecer a quantidade correta (125 ml) porém recebemos denúncias de associados informando que algumas cervejarias têm se recusado a seguir a determinação. 

Através de sua página no Facebook, o Mondial de la Bière pediu que os consumidores que se sentirem lesados enviem seus dados para que a organização entre em contato, mas não esclareceu se vai reembolsar o valor pago pelos frequentadores do evento

A PROTESTE afirma que os consumidores têm, sim, direito ao reembolso do valor total do que pagaram, mas não consumiram. Por exemplo, se você comprou cinco chopes, tem direito a receber de volta o valor total de um chope.

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Nos cinco dias do evento, são esperadas 60 mil pessoas. Se cada uma delas consumir apenas um chope, cerca de 1.500 litros de bebida (cerca de R$ 96 mil) não serão entregues aos consumidores! 

Se você vai ao evento, fique atento: caso a cervejaria se recuse a oferecer a dose correta, ou seja, acima do indicado no copo oficial do evento, você pode exigir o abatimento proporcional do preço, a complementação da dose ou a restituição imediata da quantia paga, de acordo com o artigo 19 do Código de Defesa do Consumidor. 

Mas caso você já tenha ido ao evento e se sentiu lesado pela organização - já que pagou por um produto que não consumiu - não se cale! Entre em contato com a PROTESTE através do nosso canal que nossos especialistas irão orientá-lo sobre como obter a restituição proporcional dos valores pagos e fazer valer os seus direitos! 

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Problema histórico: Você paga, mas não bebe 

De fato, não é de hoje que os apreciadores de cerveja são lesados, consumindo menos quantidade do produto que pagaram. Em 2014, a PROTESTE já havia identificado em sua análise que em 100% dos 30 bares e restaurantes do Rio de Janeiro analisados aquela época possuíam volume servido inferior ao declarado no menu.  Em alguns casos, inclusive, a variação chegou a incríveis 33% (foi servido 200ml como se fosse 300ml). Em 2016, novamente, agora com torres de chope, em 33% dos estabelecimentos visitados verificou-se volume inferior ao prometido.

Toda esta polêmica que surge hoje só reforça a importância de todos os bares e restaurantes que servem chope a adotarem a prática da marcação do volume no copo. Para garantir que o cliente desfrute da quantidade correta de bebida pela qual está pagando, o ideal seria que os estabelecimentos brasileiros adotassem a mesma estratégia utilizada em países como Alemanha, Bélgica e Inglaterra. Nesses locais, os copos trazem uma marcação, distante o suficiente da borda, que mostra até que o ponto o líquido precisa chegar. A partir daí, sobra espaço para o colarinho, que pode ser muito ou pouco, dependendo do gosto do freguês.

 

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