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Torres de chope: você pode estar pagando pelo que não consumiu
Em alguns bares o volume de chope em torre é menor do que o anunciado no cardápio. Há caso em que se tem o custo de 3 litros, mas se bebe menos de 2,5. Por isso, a PROTESTE pediu mais fiscalização em bares do Rio de Janeiro.

15 abril 2016 |
chope

Tem que ficar esperto na hora de tomar um chopinho porque teste feito pela PROTESTE em 10 barzinhos do Rio de Janeiro constatou que em três deles a quantidade servida  na torre era inferior à ofertada no cardápio.

Os resultados do teste foram enviados a o Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Rio de Janeiro (Ipem-RJ), solicitando empenho na fiscalização para que as torres de chope indiquem a quantidade volumétrica, e de forma correta, no cardápio, indicando realmente a quantidade servida. Confira os resultados:

No Castelo do Chopp, no Centro, foi observada a maior discrepância. Em vez dos 3 litros prometidos, serviram 2,18, ou seja, 27% a menos. No Galeto do Vini, em Pilares, faltaram 570 ml, e no Carretão do Lido, 510 ml, dos 3 litros anunciados.

Em alguns casos a bebida é substituída por espuma. Ou, seja, o bar contabiliza o chamado colarinho como bebida, como faz o Castelo do Chopp. 

O correto é colocar o chope até a marcação do recipiente e a espuma acima dela, porque esta, quando dissolvida, representa um volume muito pequeno da bebida.

O colarinho é o gás do chope, e protege o líquido do contato com o oxigênio do ambiente, evitando o amargor e preservando a sua temperatura. Mas a espuma não pode é fazer parte da conta.

Na avaliação foi constatada que embora todas as torres tenham marcação volumétrica, o dado não consta dos cardápios do Só Kana, na Lapa, e do Galeto do Vini. E segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC), a informação adequada e clara de qualquer produto ou serviço é um direito do cliente.

Nos dois estabelecimentos citados, os pesquisadores tiveram que perguntar aos garçons qual era o volume servido, antes de fazer o pedido. 

A informação prévia quanto ao volume é importante não apenas para efeito de comparação (do cardápio com a marcação da torre), mas também para o cliente se decidir entre a melhor relação custo-benefício no que diz respeito às ofertas do estabelecimento.

Na avaliação se constatou que a quantidade ofertada difere de um bar para outro. Na amostra da PROTESTE foram encontradas torres de 2 litros, 2,5, 3 e 3,5. 

A diferença também aparece no custo final, como vimos ao converter o valor da torre para o preço em litro. Na média geral, o litro do chope servido em torres, nos estabelecimentos avaliados, custa R$ 18,05.

Nossa orientação é que você faça o cálculo em cada estabelecimento, antes de seu pedido, porque a discrepância é grande.  Veja como calcular:

 


Por exemplo, se você for ao Boteco Cabidinho, em Botafogo, pagará R$ 28,00 por litro. Já no Galeto do Vini, a bebida sai a R$ 13,30.

A conta foi feita levando em consideração o tamanho da torre anunciada. Quando cruzamos o volume servido de fato com o preço, o resultado muda. O Carretão do Lido foi o que cobrou mais caro. Lá, o litro do chope saiu a R$ 32,13, já que serviu apenas 2,49 litros dos 3 anunciados.

Caso se sinta lesado, você pode (e deve) exigir o abatimento proporcional do preço, a complementação da medida, a substituição do produto ou, ainda, o seu dinheiro de volta.

 

 

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