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Queijo minas: ele tem mais gordura do que você imagina
Levamos dez amostras ao laboratório e vimos que algumas marcas não são assim tão saudáveis. E não dá para confiar em todos os rótulos: algumas das informações presentes neles não correspondem à realidade. 
26 junho 2017 |
queijo minas
No pão, com goiabada ou até mesmo puro, o queijo minas frescal agrada a muita gente. E tem até quem o inclua na dieta achando que se trata de um alimento muito saudável. Para avaliar a qualidade desse famoso “quejin” branco, levamos o produto ao laboratório e descobrimos: ele pode ter gordura demais e, além disso, trazer no rótulo informações que não traduzem a realidade. 

O produto Puríssimo (reduzido de sal), por exemplo, tem 47% a mais de sódio em comparação ao prometido no rótulo. Já outros dois queijos, o Quatá e o Keijobom, mostraram o contrário: têm bem menos sódio em relação ao informado na rotulagem. Se engana, entretanto, quem imagina ser essa uma boa notícia. Segundo o Código de Defesa do Consumidor, quem adquire um produto tem o direito de ter informação clara e precisa sobre ele: mas, nesses casos, não foi isso o que vimos. 

Os demais apresentaram conformidade entre a quantidade de sódio declarada no rótulo e a encontrada nas análises. E outra conclusão a qual chegamos foi a seguinte: prefira sempre os que se declaram “sem sal ou reduzido de sal”. Mesmo o Puríssimo (reduzido de sal), com 47% de sódio a mais do que o indicado no rótulo, traz menos desse mineral em sua composição (69 mg em uma fatia de 30 g) quando comparado aos tradicionais. No Ipanema, que, entre os avaliados, possui o maior teor de sódio, há 105 mg nessa mesma porção.  

queijo 
 
 
Situação da gordura foi ainda pior 

Detectamos o mesmo problema em relação à gordura total presente nos alimentos. Contudo, o quadro é mais grave: com exceção do Keijobom, os produtos mostraram ter mais gordura total do que a indicada na embalagem – e, em alguns casos, as discrepâncias foram enormes. No rótulo, uma fatia de 30 g do Puríssimo tem 4,7 g de gordura total. Pórem, vimos que 30 g do produto trazem 7,4 g de gordura total, uma diferença de 56%

E essa não é a única má notícia. Segundo a legislação do Ministério da Agricultura, o queijo minas é considerado um queijo semigordo. E, para ser classificado dessa forma, o percentual de gordura na sua parte seca, ou seja, desconsiderando a umidade, deve variar de 25% a 44,9% em 100 g do produto.  

Porém, nossa análise apontou que, com exceção do Puríssimo (reduzido de sal), todos os produtos têm gordura na sua parte seca acima do estipulado para os queijos chamados semigordos. Ou seja: devido ao alto percentual de gordura que possuem, os analisados seriam classificados como gordo ou extragordo

Isso significa que talvez você esteja ingerindo mais gordura do que imagina. Tenha então em mente: o queijo minas deve ser consumido com moderação, seja devido ao sódio, seja devido à gordura. Se não consegue ficar sem esse delicioso “quejin”, pelo menos evite comer mais de duas fatias de 30 g por dia. E passe a incluir no cardápio queijos mais magros e saudáveis, como é o caso da ricota e do cottage. 
 
cottage 
 
 
 
 
Não há problemas com amido ou higiene 
Quando o assunto é amido, vimos que não há presença desse ingrediente, pelo menos nos queijos testados. Além disso, os produtos não apresentaram teor de umidade fora do limite da legislação.  
Eles também se saíram muito bem quanto à higiene. Olhando, então, por esse lado, pode comer sem medo, pois não detectamos micro-organismos que fazem mal à saúde nas amostras.  Na tabela abaixo, você confere todos os resultados da nossa análise
 
tabela
 
 
 
PROTESTE toma providências
Além dos níveis de gordura total e sódio de vários produtos não estarem de acordo com os dados estampados em suas embalagens, detectamos outros problemas relacionados a rótulos. O Keijobom (sem sal) não atende à rotulagem de alergênicos, deixando de trazer a informação: “Alérgicos: contém leite”. Já o Ipanema não tem o carimbo oficial da inspeção federal, que é obrigatório.
 
Constatamos também, como já dito anteriormente, que os teores de gordura na parte seca não estão de acordo com a classificação prevista para queijo minas frescal. Diante da situação encontrada, não poderíamos ficar parados. Apresentamos os resultados deste teste ao Ministério da Agricultura, à Anvisa e aos fabricantes, para que sejam adotadas medidas contra essas irregularidades
 

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