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Alimentação: muita gente tem o desejo de comer melhor
Foi o que constatamos em nossa pesquisa que avaliou os hábitos alimentares dos brasileiros. Embora problemas financeiros atrapalhem, já há pessoas fazendo boas mudanças no prato.
08 setembro 2017 |
cardápio
Se levarmos em conta os alimentos que os brasileiros colocam no prato, e a forma como os ingerem, percebemos que talvez não estejamos assim tão saudáveis. Na pesquisa que realizamos, foi calculado um índice de saúde baseado na frequência de consumo de alimentos, das rotinas alimentares e da prática de atividade física dos respondentes. Descobrimos, assim, que apenas 4% têm hábitos considerados saudáveis. Já 73% se saíram mal no índice, especialmente quem tem menos de 30 anos e está em situação financeira difícil.

A verdade é que 80% dos entrevistados até acham que os hábitos alimentares atuais deveriam ser mais saudáveis. Porém, essas pessoas citam algumas barreiras. A principal delas é a falta de dinheiro (57%), sendo seguida pela falta de tempo (36%). Vimos, no entanto, que os obstáculos vão desses, esbarrando em questões como não resistir a alimentos pouco saudáveis (37%) e achar difícil demais mudar os hábitos alimentares (28%).

Vale destacar que a pesquisa foi respondida por meio de questionários on-line enviados a associados e não associados de todo o Brasil. Recebemos 2.406 respostas válidas, sendo 1.150 de mulheres e 1.084 de homens. Os respondentes tinham idade entre 18 e 74 anos. A maioria moradores do Sudeste e da região urbana. Observamos que 67% eram profissionalmente ativos. E 33% afirmaram ter uma situação financeira difícil ou muito dífícil.
 
celular na mesa

Hábitos nada saudáveis atrapalham a boa alimentação
Entre os respondentes da nossa pesquisa, 49% comem enquanto veem TV e 22% enquanto usam o celular, de cinco a sete dias na semana. Tais costumes são inimigos da alimentação saudável: você pode, por exemplo, nem reparar que já está sem fome e continuar comendo. Ou engolir rápido demais e prejudicar a digestão

Quando o assunto é exercício físico, vimos que tem muita gente por aí deixando a desejar: 40% disseram que não fazem exercícios todo dia, por 30 minutos. Esse dado mostra que ainda é preciso aprender a associar essa boa prática aos hábitos alimentares. 

Ao perguntarmos aos respondentes qual percepção eles tinham do próprio corpo, 1.237 deles responderam que acreditam estar acima do peso. Contudo, ao cruzarmos as informações de peso e altura dessas pessoas, chegamos ao Índice de Massa Corporal (IMC) de cada uma delas e concluímos: 21% dos 1.237 participantes que alegaram estar acima do peso têm IMC considerado normal. Ou seja, mesmo quem não está fora do peso, julga ter mais quilinhos do que deveria – e isso, sobretudo, as mulheres

Constatamos ainda que, no último ano, 43% das pessoas que participaram da pesquisa fizeram alguma dieta, mas apenas 15% procuraram aconselhamento de um profissional da saúde, como o nutricionista. Outro dado preocupante: 35% relataram queda no consumo de peixe por questões financeiras. 

hamburguer e fruta

Por outro lado, há também boas noticias: 68% dos entrevistados mudaram seus hábitos alimentares nos últimos dois anos, sobretudo para prevenir doenças. Outro dado animador, já que a comida feita em casa geralmente está entre as mais saudáveis, é que 83% dos respondentes fazem refeições preparadas em casa, de cinco a sete vezes por semana. Isso vem ocorrendo, principalmente, devido a dificuldades financeiras. 

Se você faz parte do grupo de pessoas que pretende mudar seus hábitos alimentares para, dessa forma, levar um estilo de vida mais saudável, fique de olho em nossas dicas:

- Prefira alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, leite e ovos. Dê também chance às aves e aos pescados. E lembre-se: óleos, gorduras, sal e açúcares devem ser utilizados em pequenas quantidades. 

- Evite alimentos ultraprocessados. Biscoitos, produtos prontos congelados ou instantâneos, refrescos em pó e batatas pré-fritas estão entre eles. 

- Fique de olho no seu Índice de Massa Corporal (IMC). Ele determina qual é o seu peso ideal e qual a meta para a perda de peso. O cálculo: divida o seu peso, em quilos, pela altura, em metros, elevada ao quadrado. Por exemplo, se medir 1,62 m e pesar 54 kg, o seu IMC será: 54 ÷ (1,62 × 1,62) = 20,6. O IMC adequado fica entre 18,5 e 25. De 25 a 29,9, já é sobrepeso. A partir de 30, começa a obesidade. O ideal é estar com IMC em torno de 21,8. Para uma avaliação mais precisa da necessidade de emagrecer, um especialista avalia, ainda, outros parâmetros, como o percentual de gordura e as dobras cutâneas.

água
 

Beba muita água!

- Pratique exercício físico. Ele tem muitos efeitos benéficos para a saúde. Se não puder ou não quiser frequentar uma academia, saiba que dar passeios a pé, subir as escadas em vez de usar o elevador ou dançar são alternativas para começar a se mexer mais. 

- Caso seu objetivo seja emagrecer, procure não beliscar entre as refeições.
Esse hábito é muitas vezes responsável pelos quilos a mais. Se você fizer cinco refeições por dia (além do café da manhã, do almoço e do jantar, um leve lanche pela manhã e outro à tarde), não sentirá o estômago vazio.


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