Notícia

Governo quer cortar sal, açúcar e gordura

28 julho 2008

28 julho 2008

Iniciativa de debater como produzir alimentos mais saudáveis reforça ação contra problemas recorrentes detectados em testes feitos pela PROTESTE 

A elevada quantidade de gordura, o abuso do uso de conservantes e o excesso de açúcar e sal são problemas recorrentes detectados nos testes comparativos com alimentos industrializados feitos pela PROTESTE Associação de Consumidores. Por isso, a entidade considera muito importante a iniciativa do Ministério da Saúde, que criou um fórum de debates com os representantes da indústria de alimentos para avaliar alternativas de redução desses índices.

No teste recente com bolos prontos, fabricados por seis marcas diferentes, a situação não foi diferente comprovando que a quantidade de gordura trans, o abuso do uso de conservantes e o excesso de açúcar colocam em risco a saúde principalmente de crianças. Mas outras análises também apontaram problemas semelhantes de desequilíbrio nutricional em iogurtes, batata fritas, picolés e achocolatados; além de  cafeína, açúcar e aditivos em refrigerante de cola e  excesso de edulcorantes na versão diet/light.

Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, até 260 mil mortes poderiam ser evitadas anualmente com uma alimentação adequada da população. De acordo com o IBGE, um dos reflexos do alto teor de sal, açúcar e gordura nos alimentos é o sobrepeso, que atinge 40% das pessoas no país. A obesidade é um problema para 12,7% dos brasileiros. 30% da população são portadores de doenças crônicas não-transmissíveis, como câncer, hipertensão e diabetes.

A PROTESTE defende a revisão da legislação e maior fiscalização do setor por entender que não pode haver liberalidade com produtos sabidamente prejudiciais à saúde. O papel da entidade tem sido ajudar o consumidor a se tornar mais consciente de suas escolhas alimentares, mostrando como elas podem interferir em sua saúde. As análises comparativas  apontam as alternativas para correr menos riscos no consumo de alimentos industrializados.  Discutir com a indústria de alimentos uma alternativa para reduzir a quantidade desses ingredientes é essencial para reduzir a incidência de como diabetes, hipertensão e obesidade. Mas é preciso definir prazos para implantação das mudanças.


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