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Indústria terá um ano para alertar sobre ingredientes alergênicos nos rótulos

30 junho 2015

30 junho 2015

Anvisa deu prazo de um ano para adequação das embalagens de alimentos às novas regras de rotulagem de alergênicos. A mudança é essencial para garantir a saúde do consumidor alérgico a determinados ingredientes capazes de provocar alergia.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na última quarta-feira (24), a resolução que trata dos requisitos para rotulagem obrigatória dos principais alimentos que causam alergias alimentares. A norma deverá ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias. 


Enquanto as rotulagens não mudam, você pode aproveitar as informações da Cartilha da Alergia Alimentar feita pela PROTESTE em parceria com a campanha "Põe no Rótulo".

O que muda na rotulagem dos produtos

Segundo o regulamento – que abrange alimentos e bebidas – os rótulos deverão informar a existência de dezessete alimentos: trigo (centeio, cevada, aveia, etc.) crustáceos, ovos, peixes, amendoim, soja, leite de todos os mamíferos; amêndoa, avelã, castanha de caju, castanha do Pará, macadâmia, nozes, pecã, pistaches, pinoli e castanhas, além de látex natural. 


A atual rotulagem de produtos muitas vezes não traz a informação clara de quais substâncias alergênicas estão contidas no alimento, já que muitos rótulos contêm termos que não são conhecidos pela população. Palavras como caseína e albumina, embora corretas do ponto de vista técnico, não informam claramente ao consumidor que esses ingredientes são derivados do leite e do ovo, respectivamente.

Com isso, os derivados desses produtos devem trazer a informação: "Alérgicos: Contém (nome do produto ou derivados de produto que causam alergias alimentares". Nos casos em que não for possível garantir a presença de qualquer alérgeno alimentar não adicionado intencionalmente, o rótulo deve ter a declaração "Alérgicos: Pode conter (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)".


Essas advertências, segundo a norma, devem estar agrupadas imediatamente após ou logo abaixo da lista de ingredientes e com caracteres legíveis, em caixa alta, negrito e cor contrastante com o fundo do rótulo. 



Mobilização em campanha impulsionou mudança


Para agilizar a mudança na rotulagem, foi importante a mobilização dos integrantes da campanha "Põe no Rótulo" apoiada pela PROTESTE, criada no Facebook em fevereiro do ano passado, por mães cujos filhos têm alergia alimentar. 


A mobilização surgiu a partir da troca de informações online de mais de 700 mães. O objetivo é conscientizar a sociedade sobre os riscos que a falta de informações nos rótulos podem trazer para as pessoas que têm alergia. Dependendo do grau de sensibilidade, o alérgico pode ter choque anafilático, fechamento da glote, além de outras reações graves que podem levar à morte. 

Em quatro meses de campanha, a campanha Põe no Rótulo já tinha mais de 60 mil curtidas em sua página do Facebook. No Brasil, 8% das crianças têm alergia alimentar, segundo estimativa da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia.


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