Notícia

Luta contra antibióticos na carne marca Dia Mundial do Consumidor

29 fevereiro 2016

29 fevereiro 2016

Para iniciar as comemorações do Dia do Consumidor a PROTESTE participa da campanha para que redes de fast food tirem do cardápio carne de animais tratados rotineiramente com antibióticos.


O Dia Mundial do Consumidor no próximo dia 15 terá como tema “antibióticos fora do menu". 


A PROTESTE participa da campanha global contra o uso de antibióticos na carne e enviou ofício às principais redes internacionais de fast food que atuam no Brasil para que assumam compromisso de parar de servir carne de animais tratados rotineiramente com antibióticos usados em medicina humana. E até o momento recebeu resposta de apenas uma delas.


Coordenada pela Consumers International (CI), que reúne entidades de defesa do consumidor em âmbito global, a campanha leva em conta que se a resistência aos antibióticos continuar crescendo sem controle, os resultados serão catastróficos.


O uso diário de antibióticos na medicina humana na criação de animais de alimentos promove o desenvolvimento de bactérias cada vez mais resistentes, pondo em perigo a saúde pública. As bactérias resistentes podem se espalhar através da cadeia alimentar e chegar ao consumidor, levando a infecções que são potencialmente incuráveis porque os antibióticos atuais não têm nenhum efeito sobre elas.


A CI pediu informações às redes McDonald's, Subway e KFC sobre suas políticas internacionais relacionadas ao uso de antibióticos. Nas cartas enviadas, a Consumers International pede às empresas que definam um plano de ação com prazos para eliminar gradualmente o uso rotineiro de antibióticos utilizados em medicina humana em todas as cadeias de fornecimento de carne e aves.


As redes globais de fast food  têm condições de utilizar seu enorme poder de compra para ter um impacto real sobre o uso de antibióticos na produção de alimentos e, assim, estabelecer a agenda para outras empresas, além de promover a consciência pública em relação a esta crise que se avizinha, defende Amanda Long, diretora geral da CI.


A Organização Mundial da Saúde alerta que a resistência aos antibióticos está aumentando a níveis perigosamente altos em todas as partes do mundo e, sem uma ação urgente, caminhamos em direção a uma era pós-antibióticos, na qual as infecções comuns e lesões menores podem voltar a matar. 


Cerca da metade dos antibióticos produzidos em todo o mundo é utilizada na agricultura, sendo que uma grande quantidade é usada para promover o crescimento mais rápido e prevenir em vez de tratar da doença. 


Apesar da preocupação mundial pelo uso excessivo desses medicamentos, seu uso na agricultura deve aumentar dois terços em 2030: de 63.200 toneladas em 2010 para 105.600 toneladas em 2030.


Cerca de metade dos antibióticos fabricados em todo o mundo é utilizado na indústria agrícola e sistematicamente para promover o crescimento e prevenir as doenças de animais domésticos, produzidos para consumo humano.


Em relatório a Consumers International (CI) aponta falhas de cadeias de fast food globais para enfrentar os desafios causados por bactérias resistentes a antibióticos.


O relatório constatou que:


McDonald assumiu compromissos em 2 dos 100 países em que opera, apenas 2%. A cadeia assumiu o compromisso de abastecimento de frango criados sem o uso rotineiro de antibióticos importantes para a medicina humana nos Estados Unidos até 2017, e no Canadá  até 2018. O compromisso não se estende a outros tipos de carne.



Subway  assumiu compromisso nos Estados Unidos. A empresa  promete utilizar ingredientes sem quaisquer antibióticos:  galinha (2016), peru  (2019), carne (2025) e carne de porco (2025). No entanto, este compromisso só se aplica a um dos 111 países em que opera, menos de 1%.


KFC não se comprometeu  a usar carne de animais criados sem o uso de antibióticos importantes para a medicina humana em qualquer um dos países em que atua.


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