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Óleos de coco são aprovados em nosso teste
Nosso teste com oito marcas comprovou que os conteúdos dos produtos eram genuínos. Porém, lembre-se que ainda não há muitas evidências sobre os benefícios desse alimento à saúde, muito menos que ele ajuda a emagrecer.
09 fevereiro 2018 |
óleo de coco_04

Recentemente, o óleo de coco se tornou objeto de diversas propagandas e assunto na imprensa e nas redes sociais. Não é para menos! Ele seria a solução para quem quer perder peso e prevenir diversas doenças crônicas, como o colesterol alto e os quadros neurodegenerativos. 

A nutricionista Roberta Larica esclarece algumas dúvidas sobre óleo de coco. Confira a entrevista 

 Mas vá com calma! Ainda não há  estudos que comprovem os benefícios desse alimento à saúde, muito menos que ele ajude no emagrecimento. O que se sabe com garantias científicas é que o óleo de coco virgem (obtido da polpa do coco fresco maduro) é menos prejudicial à saúde do que outras fontes de gordura saturada. Porém, não deixa de ser uma gordura e, por isso, deve ser consumida dentro das porções recomendadas por um médico ou nutricionista.

A PROTESTE esclarece dúvidas sobre os benefícios e os cuidados que você deve ter com determinados alimentos. Associe-se! 

Em função desse modismo, resolvemos, então, testar oito marcas de óleo de coco extravirgem para avaliar a rotulagem nutricional e a veracidade desses produtos, ou seja, se o que informam nos rótulos condiz com o conteúdo.

Os produtos avaliados foram: 

  • Copra

  • Ducoco

  • Finococo

  • Katigua

  • Mundo Verde

  • Natural Life

  • Qualicoco

  • Unilife  

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 Composição em ácidos graxos

No Brasil, não existe uma legislação adequada e específica para o óleo de coco e suas aplicações. Sendo assim, nos baseamos nas normas do Codex Alimentarius, coletânea de códigos de conduta, orientações e outras recomendações relativas a alimentos, produção de alimentos e segurança alimentar, da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO-OMS). De uma forma geral, o perfil de ácidos graxos apresentado pelas marcas avaliadas atendia ao padrão recomendado pela entidade. Notamos variação apenas no conteúdo de ácido palmítico de todos os produtos avaliados. 

 Qualidade dos rótulos 

De um modo geral, os rótulos foram bem avaliados. Observamos, no entanto, que entre as informações não apresentadas, estão a data de fabricação, o modo de conservação e advertência sobre glúten. Além disso, há outras alegações nutricionais e de conteúdo (aditivos). Somente os produtos Katigua e Qualicoco apresentavam data de fabricação em seus rótulos. Apesar de não ser obrigatório pela legislação, esse dado permite que você opte pelo produto mais recente

Os rótulos dos óleos vegetais devem apresentar, em destaque e em negrito, a recomendação “manter em local seco e longe de fonte de calor” ou expressão equivalente sobre a conservação do produto. Se a embalagem for transparente, a mensagem também deverá receber a expressão “ao abrigo da luz”. As marcas Finococo e Ducoco não informavam o modo de conservação. No produto Finococo, assim como no Unilife, a validade após a abertura também não estava presente.

Alegações no rótulo 

Entre as oito marcas que avaliamos, uma delas, a Finococo, trazia informações que davam ao consumidor a impressão de o óleo de coco ser um produto com propriedades terapêuticas. Não há estudos conclusivos que demonstrem os benefícios desse produto ou qualquer posicionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que atribua tais efeitos ao óleo de coco. 

 Por outro lado, vimos três marcas que alertavam para a ausência de evidências científicas que comprovem o uso desse alimento na prevenção ou no tratamento de doenças: “Esse produto não é medicamento e nem deve ser usado como tal” (Copra e Mundo Verde) e “O Ministério da Saúde adverte: não existem evidências científicas comprovadas de que este alimento previna, trate ou cure doenças” (Katigua).

Em quatro rótulos (Copra, Finococo, Natural Life e Qualicoco), encontramos a alegação “sem conservantes”, apesar de não haver liberação para o uso de expressões de ausência (“não contém conservantes” ou “livre de conservantes”). Segundo a Anvisa, a veiculação de alegações de ausência ou não adição de classes específicas de aditivos alimentares na rotulagem de alimentos destaca características específicas de composição de alimentos, levando o consumidor a crer que o produto possui qualidade superior.

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Veracidade das informações 

Nesta análise, avaliamos se a informação nutricional contida no rótulo está de acordo com o conteúdo do produto. Analisamos os níveis de gorduras totais, saturadas, trans, monoinsaturadas e poli-insaturadas. Nenhuma das marcas apresentou diferenças significativas entre o conteúdo rotulado e o que verificamos em laboratório para os teores de colesterol, gorduras totais e gorduras trans. 

Saiba como reduzir a ingestão de gordura saturada em sua alimentação 

Contudo, as marcas Unilife, Finococo, Ducoco, Katigua, Natural Life e Qualicoco tiveram variações no conteúdo de gorduras saturadas. Nos três primeiros casos, foram inferiores a 30%, enquanto, nas demais, encontramos teores 40% superiores ao rotulado. Quanto às gorduras monoinsaturadas, em três marcas, foram identificados valores superiores em 26% no óleo de coco da marca Copra, 39% na marca Ducoco e 52% na Katigua. As maiores diferenças quanto às gorduras poli-insaturadas que observamos, no entanto, foram encontradas nas marcas Copra (58%), Katigua (78%) e Natural Life (52%) e Mundo Verde (55%). 

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