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PROTESTE cobra medidas para a promoção da alimentação saudável e saúde pública

08 outubro 2015

08 outubro 2015

Entidades de todo o mundo, entre as quais a PROTESTE, cobram medidas internacionais para proteger e promover a alimentação saudável e combate à obesidade. A ideia é que os governos coloquem a saúde pública em primeiro lugar em relação a outros interesses.


Para combater a epidemia de obesidade na América Latina a PROTESTE participa da campanha da Consumers International, que agrupa entidades de defesas do consumidor no âmbito mundial. “Estamos passando por uma crise de saúde de caráter internacional, que requer uma ação global coordenada”, destaca carta aberta das entidades aos Estados-Membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Panamericana de Saúde (Opas).


Exigência por alimentos saudáveis


É pedido na Carta que seja dada continuidade ao desenvolvimento e implementação de políticas e normas de cumprimento dos compromissos do Plano de Ação para a Prevenção da Obesidade em Crianças e Adolescentes nacionais, aprovado no ano passado. 


Isto facilitará a tomada de decisões e a exigência de mais fornecedores de alimentos saudáveis para atender às normas estabelecidas por guias alimentares nacionais na promoção e comercialização de produtos alimentares. 

Seguindo o caminho indicado pelos Ministros da Saúde dos países da Unasul as entidades pedem que a OMS promova uma Convenção-Quadro para a Proteção e Promoção da Alimentação Saudável, através de um processo livre de conflitos de interesse. 


Aumento no consumo de alimentos industrializados


A obesidade infantil tem sido impulsionada principalmente pelo aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, cujas vendas cresceram 48% entre 2000 e 2013. A política de comércio internacional, e as políticas regulamentares e fiscais dos países são essenciais na determinação do preço, disponibilidade e acessibilidade desses alimentos. 

As práticas de marketing da indústria e mudanças no estilo de vida são os principais determinantes do que os consumidores escolhem para comer. Estes fatores devem ser tratados a nível nacional, regional e global, para deter a epidemia de obesidade, avaliam as entidades. 

Industrializados no Brasil são mais prejudiciais que similares europeus 


A PROTESTE criou uma campanha para que, com a ajuda do maior número de consumidores possamos pressionar as autoridades brasileiras a serem mais rigorosas com os produtos vendidos no país. Participe, compartilhe com seus amigos e ajude a fazer com que haja mais rigor e qualidade nos produtos que consumimos:





Combate à epidemia de obesidade 


Em 2014, os países das Américas deram um importante passo a frente, aprovando por unanimidade, o Plano de Ação para a Prevenção da obesidade em crianças e Adolescência. Entre outras medidas, este plano propõe a implementação de políticas fiscais, tais como:



Um quadro regulamentar internacional para proteger e promover a alimentação saudável ajudaria os governos a colocar em primeiro lugar a saúde pública em relação a outros interesses.


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