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Pão francês: economize mais de R$ 700 por ano

28 outubro 2015
pão francês

28 outubro 2015

Por meio de uma boa pesquisa, você pode encontrar uma loja que oferece o quilo desse alimento a um valor quase três vezes menor do que outro estabelecimento a poucos metros dali.


A PROTESTE pesquisou e descobriu que, a partir de uma boa pesquisa, dá para economizar mais de R$ 700 por ano na compra do pão francês – e isso sem precisar ir muito longe. A discrepância de preços existe até mesmo entre estabelecimentos localizados em uma mesma rua, e não muito distantes um do outro.


Para dar um exemplo, no Rio de Janeiro, o quilo do pão francês, também conhecido como pão branco ou pão de sal, sai por R$ 15,90 no Mercado Novo Mundo, situado na Avenida das Américas, no bairro Barra da Tijuca.

Na mesma avenida, a cerca de 300 metros dali, ele custa R$ 5,99 no supermercado Prezunic. Isso significa que paga-se quase três vezes pelo produto.


Levando em conta que cada pãozinho pesa cerca de 50 g, e excluindo outras variáveis que interferem nos preços além da inflação, ao optar pelo Prezunic, em vez do Mercado Novo Mundo, uma família que consome quatro pães diariamente vai poupar, em um mês, R$ 60,29. E, em um ano, ela terá R$ 723,43 a mais no bolso.  


A mesma situação foi percebida em São Paulo. Localizados na Avenida São Miguel, no bairro Vila Norma, os supermercados Semar e Extra oferecem o quilo do pão a  R$ 4,58 e R$ 8,90, respectivamente.


Está certo que os estabelecimentos não são tão próximos assim – para ir de um ao outro são gastos cerca de 15 minutos de carro. Entretanto, para quem precisa passar por ali constantemente, seja para ir e voltar do trabalho, seja por algum outro motivo, é bem mais vantajoso dar uma paradinha no Semar.


Nesse caso, a família que consome quatro pães por dia poupa R$ 38,87 por mês e R$ 466,50 em um ano.


Variação de preço chega a 225%

Entre as lojas avaliadas no Rio de Janeiro, a Confeitaria Bonis, que fica em Copacabana, apresentou o preço mais salgado – R$ 18 o quilo. Já o menor valor, R$ 5,99, foi encontrado nos bairros Higienópolis, Barra da Tijuca e Santa Cruz.


Isso mostra que, na capital fluminense, a variação é de 200%. Em São Paulo, esse número é ainda maior: 225%.


No supermercado Semar, citado anteriormente, paga-se R$ 4,58 pelo quilo, sendo esse o menor valor registrado na terra da garoa. Na Panificadora & Confeitaria Comar, situada no bairro Vila Clementino e apontada como a mais cara, ele custa R$ 14,90.


Essa grande diferença foi também percebida dentro de uma mesma região em ambas as cidades. A maior variação verificada no Rio de Janeiro foi na região da Barra da Tijuca e Recreio, onde o preço do quilo do pão vai de R$ 5,99 a R$ 15,90.


Em São Paulo, foi na região Sudeste da capital que a variação alcançou o maior valor. Dependendo do local escolhido para a compra, dá para pagar quase três vezes menos pelo pãozinho. Dessa maneira, fique atento. Talvez no bairro vizinho ao seu seja possível encontrar o quilo do pão por um preço mais em conta.



Informação precisa estar nítida

De acordo com o Inmetro, o preço do quilo do pão deve estar exposto de forma clara e em local de fácil visualização pelo consumidor. Porém, nem todos os estabelecimentos que fizeram parte do nosso estudo cumprem essa regra. Ao todo, eles são 35, sendo 13 em São Paulo e 22 no Rio de Janeiro.  


Observamos também que tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, os hipermercados, na maioria das vezes, mostraram ser mais baratos que os supermercados e as padarias. Essas últimas, inclusive, são geralmente as que oferecem o quilo do pãozinho pelo maior preço.


Em relação aos hipermercados, eles são, em média, 76% e 35% mais caros nas capitais fluminense e paulista, respectivamente. Confira os números abaixo:




Mas se você não quer perder tempo nas grandes filas que geralmente se formam nesses estabelecimentos só para levar para casa um simples pãozinho, há uma saída. Basta adquirir esse alimento em grande quantidade e armazená-lo.


Independentemente da cidade onde esteja, aposte na comparação entre preços. Como você viu, dá para economizar a partir dessa iniciativa. E ela se torna ainda mais importante agora, pois, segundo Sindicatos das Indústrias de Panificação e Confeitaria, devido à alta do dólar, o valor do quilo desse alimento deve continuar subindo, uma vez que boa parte da farinha de trigo usada para fazer o pão que chega à mesa dos brasileiros é importada. 



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