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Carro usado: saiba como comprar

27 fevereiro 2015
carro usado

27 fevereiro 2015

A PROTESTE preparou este guia para mostrar as vantagens e os riscos na compra de um carro usado. Siga as nossas dicas e evite problemas futuros. 

Você sabia que é possível encontrar veículos usados, de modelos superiores e com muitos acessórios, por um preço mais em conta do que um zero. Porém, a escolha de um carro usado não pode ser apenas pela aparência e pelo preço. Fatores como manutenção, garantias, desvalorização e seguro devem ser levados em consideração.

É fundamental saber também o que diz a lei sobre a negociação, como a diferença entre comprar o veículo na loja ou com um vendedor particular. Por conta disso, preparamos este guia, mostrando a você as vantagens e os riscos, para que a compra de um carro usado não se transforme numa terrível dor de cabeça.

Antes de tudo, saiba que a diferença entre carro seminovo e usado é que o primeiro tem a quilometragem abaixo dos 30 mil km e a garantia ainda está dentro de um ano.

Portanto, comprar um carro de até três anos de uso pode valer a pena, mas cuidado com veículos de mais de cinco anos, porque o custo com a manutenção pode ser muito alto e o preço na revenda pode ser muito baixo.



Vistoria deve ser feita por mecânico

Além de verificar o ano e a quilometragem do veículo, é indispensável ainda investigar as reais condições em que ele se encontra. Se você é daqueles que não entende muito de mecânica, antes de decidir pela compra, contrate um profissional para fazer uma vistoria e conferir se o carro, realmente, está em boas condições ou se foi “maquiado” pela loja.

A garantia é outro fator que pesa bastante na hora de tomar a decisão de compra, já que o carro novo costuma vir segurado pelo prazo de um a seis anos. No entanto, fique atento, porque há coberturas previstas também na compra de um carro usado na loja. 

Confira abaixo algumas dúvidas comuns sobre o assunto e assegure os seus direitos:

Comprar um carro usado na loja ou com um vendedor particular faz toda a diferença na relação de consumo. Por isso, antes de bater o martelo, é fundamental conhecer as vantagens e os riscos que envolvem esse tipo de negociação.

1. O que fazer quando o carro usado apresentar algum defeito?

Se o vendedor agiu com boa-fé, permitindo ao comprador fazer todas as verificações necessárias, sem esconder ou enganar, a Justiça tem negado os pedidos de indenizações de compradores insatisfeitos. A verificação  deve ser feita antes de comprar o carro e não depois. Você pode ter ainda que provar se o defeito já existia antes da venda ou que não surgiu após a compra. Se ficar comprovado um problema por vício oculto ou por motivos além do desgaste natural, o comprador poderá requerer o conserto. A empresa terá 30 dias para resolver a questão.

2. De quem é a responsabilidade de comunicar a venda?

Os direitos e deveres na compra de um carro não acabam no ato da negociação, mas se prolongam após a entrega do bem ao comprador. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, o antigo proprietário deve fazer a devida comunicação de venda, entregando uma cópia autenticada do Certificado de Registro de Veículo (CRV), preenchida, assinada e datada, ao Detran, dentro de um prazo de 30 dias. A venda do carro então passa a ser reconhecida e livra o antigo dono de ter que responder por qualquer irregularidade cometida com o veículo, como, por exemplo, multas.

3. Quais são as garantias previstas na compra de um carro usado?

Os prazos de garantia são variados de acordo com a loja, e algumas oferecem até cinco anos. O CDC estipula que, na compra de bens duráveis, o prazo mínimo para reclamar de vícios e defeitos de fácil constatação é de 90 dias, independentemente das ofertas. Essa garantia abrange todas as peças do veículo, mas se a loja dá uma cobertura maior, fique atento às condições que podem variar, por exemplo, entre a caixa de marcha e o motor. Para provar que a sua reclamação foi feita dentro do prazo de garantia, formule-a por escrito em duas vias ou por telegrama.

4. Há diferença em comprar um carro usado na loja ou no particular?

Quando o comprador adquire um carro usado na loja, aplica-se o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Porém, na compra direta com o proprietário, não há relação de consumo e adota-se o Código Civil. A diferença é que o CDC prevê direitos para o comprador, como as garantias. Outras vantagens da compra na loja são a facilidade de onde reclamar, caso ocorra um problema, e a de uma melhor negociação, como o trâmite da documentação pela concessionária.



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