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Não fique a pé se o carro usado der problema
Saiba que atitudes tomar dependendo de quando foi feita a compra e de quem foi que vendeu o veículo para você.
18 maio 2017 |
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Ivete Sangalo já cantava que andar de carro velho é melhor do que andar a pé. Porém, a cantora baiana não acrescentou em seus versos que o usado pode trazer dor de cabeça... E se pintar um defeito, o que fazer? 

Se você comprou o veículo numa loja, está garantido por até 90 dias, segundo o Código de Defesa do Consumidor. Assim, se o seu carro apresentar qualquer tipo de problema, basta ir ao local onde o comprou para que o conserto seja feito, sem custos para você. Mas atenção: se não houver solução em até 30 dias, você pode exigir a troca por outro semelhante, o cancelamento da compra ou um desconto no preço que pagou.

E ainda tem a questão do vício oculto, aqueles defeitos que não estavam aparentes assim que você pegou o carro... Nesse caso, você também terá o prazo de 90 dias para reclamar.
 
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E se passar de 90 dias?

Você terá perdido o prazo de garantia e não poderá obter o conserto gratuitamente. A exceção é se for um vício oculto que coloque em risco a sua segurança ao volante – e, claro, a de todos que andam no carro com você. Aí você pode – e deve – reclamar sim! 

Primeiro, vá à loja onde comprou e mostre o problema. Guarde qualquer comprovante de que esteve lá (recibo de atendimento, troca de e-mails, etc.). Tem que ser algo por escrito, para que, depois, possa mostrar ao juiz que tentou resolver o problema de todas as formas possíveis.

Juiz? Sim! Provavelmente, como já passaram 90 dias após a compra, o lojista não vai aceitar fazer o conserto sem cobrar. Assim, o passo seguinte será abrir uma ação numa Vara Cível. Nela, você terá que arcar com as custas judiciais. E saiba que, em geral, não adianta ir ao Juizado Especial Cível (JEC) – que atende gratuitamente – porque será preciso fazer uma perícia (e esta é paga). 

Se você usa o carro para trabalhar, o ideal é consertá-lo por conta própria e, depois, pedir a devolução em juízo. Mas, caso possa deixar o veículo parado, o jeito será lutar diante do juiz para comprovar que o problema não havia sido percebido no momento da compra e que gera risco à segurança, sendo o conserto, portanto, de responsabilidade do vendedor – e se tiver alguma relação com recall, a montadora também poderá se responsabilizar, junto à loja, pelo conserto.

 
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E se você não comprou em loja?

Caso você tenha comprado seu carro diretamente do antigo dono, não se trata mais de uma relação de consumo. Isso porque o vendedor é uma pessoa física, que não costuma sair vendendo carros como profissão. Quem irá proteger os seus direitos, nesse caso, não é mais o Código de Defesa do Consumidor, e sim o Código Civil

Só que o seu prazo diminui: você terá apenas 30 dias após a compra para reclamar, e isso somente em caso de vício oculto. Se esse problema for comprovado, o ex-proprietário deverá pagar pelo conserto. Saiba, contudo, que o negócio não poderá ser desfeito, a não ser que seja provado, em frente ao um juiz, que houve má-fé por parte do vendedor.

É por isso que, ao comprar um carro usado, você precisa ficar atento para afastar, ao máximo, o risco de ter problemas. Avalie bem o carro (de preferência, leve um mecânico de sua confiança com você), veja se todas as revisões foram feitas, descubra se o modelo já passou por recall e faça um test-drive.

No caso da compra em loja, tente descobrir antes se os clientes já se queixaram dela: pesquise em nosso canal. E caso você se depare com algum problema, reclame aqui com a ajuda da PROTESTE ou entre em contato pelo 0800 282 2204 e conte com a nossa ajuda para fazer valer os seus direitos!

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