Notícia

Táxi: serviço deixa a desejar

24 junho 2014

24 junho 2014

A PROTESTE avaliou esse serviço de transporte em 12 cidades do país e encontramos tarifas caras, carros sujos, cobranças erradas e taxistas infratores. 

Testamos um dos principais meios de transporte utilizados pelos turistas nos grandes centros urbanos, o táxi. Realizamos 56 viagens viagens em 12 cidades do país. Percorremos quatro rotas distintas entre aeroporto e hotel e vice-versa.

A primeira rota foi feita em uma cooperativa instalada no aeroporto e as demais em táxi comum. Conferimos o estado de limpeza e a conservação dos veículos, a visibilidade do cartão de identificação e adesivo de tarifa, taxímetro, uso do GPS para a localização do caminho, além das infrações cometidas pelos motoristas.


Identificamos diferenças no atendimento ao usuário e também nos preços cobrados pelo serviço. Encontramos em Cuiabá a tarifa convencional mais cara entre todas as 12 cidades-sede. A bandeirada, valor fixado no início da corrida independente de qualquer movimento do veículo, custa R$ 4,80, ou seja, R$ 1,30 a mais do que o preço cobrado em Manaus.


Além disso, a cada quilômetro rodado na capital do Mato Grosso o taxímetro registra R$ 2,82, na bandeira 1, e R$ 3,95, na bandeira 2, enquanto o taxímetro no Rio de Janeiro, que tem os menores valores para essas tarifas, marca R$ 1,95 e R$ 2,34, respectivamente. Recife também cobra R$ 1,95 na bandeira 1.


A diferença entre o valor da hora parada em cada uma das cidades também é significativa. Enquanto em Recife os usuários desembolsam R$ 13,75 por hora parada, o mesmo serviço chega a custar R$ 34,00 em Manaus, ou seja, uma diferença de R$ 20,25 a mais.


A infração mais cometida foi o uso de celular durante o trajeto, ocorrendo em Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Natal, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Menos comum, o uso obrigatório do cinto de segurança não foi feito em todas as viagens realizadas em Natal e em uma ocorrida em Salvador.


Externamente, a limpeza e a conservação dos veículos foram consideradas satisfatórias. Mas, internamente, encontramos falhas em quatro carros. Infelizmente, no geral, a prestação do serviço ainda deixa a desejar


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