Notícia

Transporte escolar é inseguro, constata pesquisa da PROTESTE

03 novembro 2015
transporte

03 novembro 2015

Itens importantes de segurança são ignorados por alguns prestadores do serviço e vários outros aspectos são deixados de lado. Os pais precisam ficar atentos na hora de contratar o serviço.


A PROTESTE avaliou 28 empresas de transporte escolar, sendo dez na cidade do Rio de Janeiro, oito em São Paulo e dez em Belo Horizonte e constatou que itens importantes de segurança, como cinto de três pontos, cadeirinha e limitadores de janela, são ignorados por alguns prestadores do serviço nas três cidades. Os pais precisam ter bastante atenção e cuidado na hora de contratar o serviço

Cinto de três pontos ausente no RJ

Foi constatada a presença de cintos de segurança de três pontos nos assentos dos alunos apenas numa das empresas que atende o Colégio Monteiro Lobato de São Paulo, e duas de Belo Horizonte, que transportam alunos dos colégios Marista e Coleguim. E em nenhuma do Rio era oferecido.  Eles são os mais seguros, e indispensáveis para a fixação da cadeirinha e do assento de elevação.


Transportes de SP não têm cadeirinhas

Nenhuma das empresas avaliadas em São Paulo oferecem cadeirinhas e os dispositivos especiais de retenção para crianças de diferentes idades. Apesar de não ser ainda itens obrigatórios, são fundamentais para assegurar que em caso de acidentes, as crianças não serão arremessadas e feridas.

PROTESTE e Criança Segura lamentam adiamento da exigência de cadeirinhas em transporte escolar

As cadeirinhas no entanto, estavam presentes em todas de Belo Horizonte, e em três escolas do Rio. Mochilas e pastas dos alunos são alocados no porta-malas do veículo durante o trajeto apenas na Escola Dinamis do Rio, e no Monteiro Lobato de SP.

Minoria possui lista de passageiros

Em São Paulo, apenas quatro das dez verificadas apresentavam a lista de passageiros, apesar de ser obrigatória: Colégio São José, Monteiro Lobato, Santa Cruz e Móbile. No Rio, apenas uma, o Colégio Marista São José e, em Belo Horizonte, nenhuma. Apesar de não ser obrigatório, nesses locais, é importante ter a descrição dos dados dos estudantes transportados para verificar a presença de todos no veículo antes que seja dada a partida no carro.

Em São Paulo a ausência de um monitor é comum. Só havia a presença de monitor em três transportes, das escolas Monteiro Lobato, Móbile e Pueri Domus. No Rio e em Belo Horizonte, não foi verificada essa falha.


Em RJ e SP faltam informações sobre condutor 

Foi verificado também se todos os veículos utilizados para o transporte das crianças seguiam as regras dispostas nos artigos 136 e 137 do Código de Trânsito Brasileiro. No Rio, duas não tinham selo de vistoria: Transporte Legal Renata, do Centro Educacional Espaço Integrado, e RGR Transporte Escolar, do Instituto Pio XI. Em Belo Horizonte, o problema foi encontrar tacógrafos, que são o sistema que registra a velocidade do veículo.

E apesar de não ser lei, a PROTESTE acha importante a identificação do motorista e monitor afixados no carro, bem como o nome e o telefone da empresa para a qual prestam o serviço. Essas informações são comuns nos veículos de Belo Horizonte, mas raras no Rio e em São Paulo.


Limitadores de abertura das janelas laterais são essenciais para não haver o risco de a criança cair quando aberta. Faltava o dispositivo apenas no Transporte Legal Renata, que atende ao Centro Educacional Espaço Integrado (RJ).



Como fizemos o a pesquisa 

O estudo foi realizado de forma anônima: colaboradores utilizaram seus próprios dados pessoais para a realização do teste, questionando sobre detalhes do serviço a ser prestado a seus supostos filhos. Em nenhum momento, foi mencionado o nome da PROTESTE.

Nenhum dos estabelecimentos pesquisados se responsabiliza-se pela prestação do serviço das empresas de transporte escolar. Foram pesquisadas as seguintes empresas:

  • Rio de Janeiro: José Carvalhedo, Transporte Legal Renata, Scholl Bus Transporte Escolar, Coperupa, Jorge Luiz Transporte Escolar, SK, RT Transporte Escolar, Garriga, RGR Transporte Escolar e Tio Roberto e Tia Solange; 
  • São Paulo: Luis Carlos Cardoso Gomes, Transporte Zona Sul, Tia Bete, Luis Roberto, Transfretur Transporte, School Bus, Edson Transportes e A.H.S. Transportes; 
  • Belo Horizonte: Bárbara e Vicente, Paulo e Viviane Transportes, TSB Tur, Escolar Shirlei, Uaiminastur Escolar, Águia Flor, Transporte Escolar Silva, Tefal Transporte Escolar, Eustáquio e Eliane Transportes e Escolar Teixeira.

Gostou deste conteúdo? Cadastre-se agora e receba gratuitamente informações da PROTESTE!


Imprimir Enviar a um amigo