Notícia

Campanha Segurança da Criança no Trânsito

18 setembro 2008

18 setembro 2008

Na Semana Nacional do Trânsito PROTESTE adere a Manifesto pela educação de trânsito, fiscalização do transporte escolar e cadeirinhas para carro.

Na Semana Nacional de Trânsito,de 18 a 25 de setembro, que este ano tem como tema “A criança no trânsito”, a PROTESTE Associação de Consumidores está apoiando a iniciativa da ong Criança Segura com adesão ao Manifesto que exige a efetivação da educação de trânsito no currículo escolar, e das leis referentes à segurança no trânsito, para garantir que cada criança possa chegar à escola, creche ou área de lazer, de forma digna e segura.

É preciso rigor dos órgãos de trânsito oficiais na regulamentação e fiscalização do transporte escolar. Assim como fiscalização rigorosa por parte do Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (Inmetro) na comercialização de dispositivos de retenção utilizados para transportar crianças em veículos – bebê conforto, cadeirinhas e assentos de segurança.

Empenhada em ações que levem à redução dos números de mortos e de feridos no trânsito a PROTESTE considera importante ações que revertam as alarmantes estatísticas,  e a realidade caótica do trânsito brasileiro.  E alerta para a necessidade de adoção de medidas pelo governo e de maior conscientização para segurança no trânsito.

A PROTESTE  divulgou, no ano passado, o resultado de um crash test (teste de colisão) com o modelo do Fox mais vendido no Brasil, e na comparação com  o modelo europeu os resultados mostraram que, enquanto os passageiros do carro vendido na Europa não sofreriam grandes danos, o motorista brasileiro sofreria lesões tão graves que poderia morrer devido à falta de proteção aos adultos do banco da frente. Os modelos fabricados em São José dos Pinhais (PR) para o mercado interno não incorporam, como de série, os itens de segurança que adotam na Europa.

O motorista do Fox  brasileiro testado sofreria ferimentos graves na cabeça, na nuca e no tórax  depois do choque, o que muito provavelmente o levaria à morte. Já o do carro vendido na Europa teria danos mínimos na cabeça. A diferença se explica pela presença do airbag, que evita que o motorista bata a cabeça no volante, e de um cinto de segurança mais moderno na versão européia. No modelo europeu, o passageiro que viaja ao lado do motorista sofreria impacto  apenas nas coxas. Já o brasileiro, ao menos, não teria risco de morte, mas machucaria seu joelho direito e sua cabeça.

Preocupada com esses resultados a PROTESTE encaminhou às autoridades diversas sugestões para aumentar a segurança veicular.  Algumas ações efetivas para aumentar a segurança dos veículos começam a aparecer. Foi aprovado pelo Senado Federal projeto de lei para que todos os veículos produzidos no País venham equipados de fábrica com air bag duplo para proteção dos passageiros da frente. O projeto que agora está na Câmara Federal, se aprovado, dará prazo de um ano para as fábricas cumprirem a exigência.

O projeto original do senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG) exigia air bag para todos os passageiros e abrangia a todos os veículos, inclusive os fabricados anteriormente à lei, que teriam sete anos para se adaptarem, mas, foi substituído por proposta do senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA), que só exige para os veículos novos.

Na campanha para estimular as montadoras brasileiras a aumentar os níveis de segurança nos veículos a PROTESTE propõe a redução da carga tributária que incide sobre autopeças relativas à segurança. Tais equipamentos além de salvar vidas e evitar seqüelas trarão economia para o Sistema Único de Saúde. A eventual renúncia fiscal do IPI para esse item será compensada com o que não se gastará com hospitais e com os prejuízos para a previdência social, por exemplo.

Trânsito mortal

A Semana Nacional de Trânsito é um período para reflexão sobre o papel de motoristas, pedestres e passageiros no trânsito, que registra uma morte a cada meia hora, atingindo, principalmente, a faixa etária de 15 a 44 anos. Orientação e conscientização podem ajudar a reverter este triste quadro no Brasil,  onde morrem mais pessoas em acidentes do que em guerras civis em alguns países do mundo.

Os fatores que nos põem em risco nas ruas e estradas são muitos. Vão desde falhas na manutenção e construção de carros e vias, até o comportamento inadequado de pedestres e motoristas que desrespeitam os procedimentos mais elementares de segurança.

Medidas educativas continuadas de conscientização da comunidade ajudam para se obter um comportamento seguro, através do bom exemplo, como o respeito à faixa de pedestres, aos sinais de trânsito, ao limite de velocidade, não dirigir após consumir bebida alcoólica, e o uso do cinto de segurança por todos os passageiros dos veículos. São todas medidas simples e que podem salvar vidas.


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