Notícia

Descarte corretamente seus produtos

27 janeiro 2014

27 janeiro 2014

Veja o nosso teste de logística reversa, um princípio que os fabricantes de eletrônicos deveriam seguir, mas nem todos oferecem.

A montanha de lixo eletrônico que antes era um problema transforma-se em uma oportunidade de ganhos se a logística reversa é bem planejada e executada. Basta que os fabricantes recolham os produtos que os consumidores não mais desejam e, assim, ajudem a preservar a natureza por meio da reciclagem. De quebra, trabalham positivamente sua imagem.

Para saber como as empresas que fabricam eletrônicos lidam com o descarte de produtos no Brasil, fizemos um estudo com cinco fabricantes de quatro produtos:

  • TV: Samsung, LG, Philips, Sony e Panasonic. 
  • Celular: Samsung, Nokia, LG, Motorola e Apple.
  • Geladeira: Electrolux, Consul, Brastemp, Continental e Dako.
  • Notebook: HP, Positivo, Acer, Apple e Samsung.

Em alguns aspectos, fomos surpreendidos negativamente, pois algumas empresas não oferecem informações ao consumidor interessado em descartar seus produtos. A boa notícia é que a maioria possui locais de coleta de produtos.

As marcas que se destacaram foram Nokia, Philips e Electrolux. A Sony e a HP também informaram em seus sites, porém indicando um novo contato por telefone ou e-mail, fazendo com que se demore um pouco mais para encontrar a informação desejada.

A LG oferece um serviço ineficaz, já que, mesmo possuindo o “Live Chat”, não soube responder ao nosso questionamento. Aliás, esse serviço também é feito pela Dako, Apple e Motorola – mas essas souberam nos informar onde poderíamos descartar os produtos sem uso. Estranhamos o fato de muitas empresas não oferecerem o serviço de chat em seus sites, tão corriqueiro para muitas do setor (Samsung, Philips, Panasonic, Electrolux, Consul, Brastemp, Continental, Positivo, HP e Acer não contavam com o recurso).

Não foi possível contatar o atendimento da Positivo. Acer e Panasonic não possuem coleta, delegando a terceiros uma tarefa que deveria ser delas. Isso só demonstra falta de comprometimento dos fabricantes brasileiros, já que faltam poucos meses para que as empresas cumpram os requisitos da nova legislação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.


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