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PROTESTE e Latin NCAP pedem que controle eletrônico seja obrigatório nos carros até 2017

14 dezembro 2015

14 dezembro 2015

Em documento, o pedido é que todos os carros brasileiros passem a vir com o sistema de fábrica. O Controle Eletrônico de Estabilidade reduz em 50% o risco de um acidente fatal em manobras bruscas, como num desvio rápido, curvas fechadas e pisos com pouca aderência.


A PROTESTE e o Programa de Avaliação de Veículos Novos para América Latina e o Caribe (Latin NCAP) enviaram por meio de ofício, apelo para o Denatran tornar obrigatório o Controle Eletrônico de Estabilidade o mais depressa possível no Brasil. 


O objetivo é a redução de acidentes no trânsito, que atingiu 19,9 mortos por grupo de 100 mil habitantes no ano passado, quando a meta era reduzir a 11 óbitos para cada 100 mil pessoas. 


PROTESTE pede obrigatoriedade do item de segurança 


No início de novembro, a PROTESTE lançou a campanha Carro sob Controle, pedindo para que até o final de 2017, todos os carros fabricados no país já saiam de fábrica com o sistema, em todas as versões e modelos comercializados. Para participar, basta deixar sua assinatura e ajudar a pressionar o Denatran para que tome logo tal decisão:

QUERO PARTICIPAR



A principal função do controle eletrônico de estabilidade é corrigir a trajetória do carro em situações de derrapagens e desvios emergenciais. Ele age de forma invisível, estabilizando o veículo em momentos de risco, recolocando-o em sua trajetória original.


O Latin NCAP vai atualizar seu protocolo no próximo ano, só garantindo nota máxima em segurança para os automóveis equipados com o controle eletrônico de estabilidade. 


Segurança deve ser primordial

No documento enviado ao Denatran, as entidades destacam que "por respeito ao consumidor brasileiro, as montadoras não deveriam discriminar os carros vendidos no país e aqueles vendidos na Europa ou na América do Norte, principalmente, no quesito segurança – a vida humana tem o mesmo valor, independentemente do país onde se reside". 

As entidades rebatem a indústria automobilística de que seria necessário  entre cinco e sete anos para que o sistema equipasse todos os veículos. "Esse prazo é um absurdo, sabendo que os carros que hoje o Brasil produz em outros mercados já dispõe há bastante tempo dessa tecnologia", salienta Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da PROTESTE.

Para Maria Fernanda Rodriguez, presidente do Latin NCAP, não há justificativa para adiar o sistema  com a alegação de que o sistema encareceria o veículo, já que o seu custo é de 50 dólares.


Poucos veículos possuem o sistema


Os sistemas de segurança ativa contribuem significativamente para a redução do número de acidentes, pois têm sistema de freios antitravamento, sistema de controle de tração ou programa eletrônico de estabilidade (ESC) que interveem antes que um acidente ocorra, protegendo não somente o motorista, mas passageiros e pedestres. 


No mercado nacional, hoje o carro mais barato com controle de estabilidade é o Ford Ka Hatch na versão 1.0 SEL, que tem preço sugerido de R$ 45.590. Mas ele é um ponto fora da curva. Em geral, esse item começa a aparecer em carros na faixa dos R$ 70 mil, como o utilitário Jeep Renegade, que oferece o ESC como item de série desde a versão de entrada, de R$ 71.900. 


O Honda Civic, por exemplo, que é o sedã médio mais vendido do país, só oferece o controle eletrônico a partir de sua versão intermediária, a LXR, R$ 79.400. A associação do setor estima que hoje o sistema  de controle de estabilidade esteja presente em apenas 5% a 10% dos veículos vendidos no Brasil.


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