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Limite ao uso do rotativo do cartão de crédito

12 setembro 2016

12 setembro 2016
Medida estudada pelo setor é fazer consumidor assumir outra dívida após 60 a 90 dias.

Limite ao uso do rotativo do cartão de crédito

Responsável por significativa parcela do endividamento dos consumidores, por conta dos juros elevados que, em alguns casos supera os 700% ao ano, o crédito rotativo do cartão deve ser reformulado. As administradoras de cartão de crédito estão estudando limitar a 60 ou 90 dias o uso dessa linha de crédito pré-aprovada.

A PROTESTE avalia que diante do ônus que representa o rotativo, o mercado deseja ampliar o que algumas instituições financeiras já oferecem ao cliente que paga apenas uma parte do valor da fatura : a contratação de outra dívida com juros menos extorsivos.

O rotativo tornou-se desvantajoso para a imagem dos bancos e complica a situação das empresas que precisam lidar com a inadimplência dos consumidores. Para o consumidor pode representar um rombo nas finanças. A proposta em estudo é manter o rotativo apenas como crédito emergencial e transferir a dívida para outras modalidades de crédito a partir de um determinado período.

O rotativo é uma linha de crédito pré-aprovada contratada pelo cliente automaticamente quando ele paga um valor abaixo do total devido no cartão de crédito e pelo menos o pagamento mínimo (15%) da fatura. Pagar apenas o valor mínimo da fatura pode transformar a dívida numa verdadeira bola de neve.

O uso do cartão de crédito facilita a vida do consumidor mas é também o maior vilão do endividamento do brasileiro. Quando mal utilizado, é um dos créditos que mais ameaçam o orçamento. 

Nos estudos que realizada anualmente sobre cartões a PROTESTE detecta as dificuldades do consumidor com taxas elevadas de juros nos financiamentos, falta de informação sobre o cálculo dos valores em atraso; cobranças indevidas; falta de informação prévia à cobrança e falta de qualidade no atendimento ao consumidor. 

Muitas vezes para fazer valer os seus direitos assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), as resoluções do Banco Central e o Decreto nº 6523 (Lei do SAC) são recursos quando há necessidade de recorrer à Justiça.



O que fazer se você já está devendo

Se você extrapolou os limites e já está endividado com o uso do cartão, siga as dicas para reduzir os danos sem abrir mão de seus direitos:

  • Ao sair para as compras deixe os cartões em casa se não conseguir mais pagar o total da fatura e começar a pagar o valor mínimo da fatura. 
  • Caso tenha diversos cartões avalie a possibilidade de ficar com apenas um. Peça o cancelamento dos demais. 
  • Minimize os custos. Renegocie os valores de anuidade. 
  • Recorra ao banco onde tem conta para negociar um empréstimo pessoal para quitar a dívida do cartão, pois os juros são mais em conta do que os cobrados pela administradora do cartão. 
  • Procure a administradora de cartão para negociar os juros e faturas em atraso. 
  • Na renegociação imediata, você poderá parcelar de 2 a 10 vezes os valores devidos de acordo com a nova condição econômica. 
  • Caso a proposta apresentada tenha juros abusivos, procure as entidades de defesa do consumidor ou juizados especiais. No caso de pequenas e médias empresas, o recurso é o Judiciário. 
  • Após você negociar sua dívida, mais nenhuma taxa poderá ser cobrada. Caso isso aconteça, Reclame com a ajuda da PROTESTE ou se for nosso associado, ligue para 0800-201-3900 (de telefone fixo). 


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