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PROTESTE lança campanha por limite nos juros do cartão de crédito

01 setembro 2015

01 setembro 2015

Opções oferecidas têm juros altíssimos e praticamente impagáveis. Além de colaborar com a petição online, consumidor receberá suporte gratuito da PROTESTE para administrar seu orçamento.


O cartão de crédito é um dos principais tipos de dívida das famílias endividadas. Em um estudo a PROTESTE detectou que há cartões, como o Santander Free, que praticam juros no rotativo de 725% ao ano, e por isso está lançando uma campanha para pedir às autoridades que interrompam esse cenário de juros abusivos para o consumidor brasileiro.



Como funciona proposta da PROTESTE

A proposta é a regulamentação de um limite máximo e justo para os juros do rotativo do cartão de crédito, a exemplo de outros países, como Portugal. A sugestão é que seja permitida a cobrança de juros no rotativo de até o dobro do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), em termos anuais, e que esta taxa seja revista todo ano. Caso essa regra valesse hoje, os juros do rotativo estariam limitados a 21,62% ao ano (2 vezes a taxa CDI, de 10,81% ao ano).

Sua participação é fundamental para fortalecer a campanha contra o endividamento. Assine nossa petição online e nos ajude a acabar com a cobrança de juros abusivos: 



Além de colaborar com nossa luta, quem estiver com dificuldade para manter as contas em dia, ainda poderá contar com uma orientação financeira gratuita com os especialistas da PROTESTE e obter ajuda para sair desta situação. O Atendimento será de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, pelo  telefone 0800-701-2838.


Práticas atuais favorecem somente Bancos

A justificativa para sugerir esse cálculo leva em conta a definição de que juro é “o custo cobrado pelo empréstimo do dinheiro” e considera que os bancos pegam dinheiro emprestado entre eles  usando a taxa do CDI. Desta forma, garante-se uma remuneração de até 100% do custo de tomada do dinheiro. “O cenário hoje é extremamente favorável ao ganho fácil por parte dos bancos, pois a outra ponta – a do tomador – está extremamente vulnerável e desprotegida”, destaca a PROTESTE.



Facilidades oferecidas aumentam risco de endividamento


A PROTESTE realiza anualmente um estudo de cartão de crédito, e sempre é constatada taxa de juros exorbitante praticada no rotativo dos mais diversos tipos de cartão. Para exemplificar a gravidade da situação, fizemos uma simulação no caso de uma pessoa que se endivida com o rotativo de um cartão com o Custo Efetivo Total de 725% ao ano. 

Caso este consumidor utilize o crédito rotativo em sua fatura de R$ 1 mil, ou seja, pague somente o mínimo de R$ 200 (20% da fatura) e deixe essa dívida rolar, e não gaste mais nada, no final de 12 meses, estará devendo R$ 6,6 mil. Isso só de financiamento e juros, sem contar com futuras compras.

O que agrava o endividamento, na avaliação da PROTESTE, é que a concessão do crédito aos consumidores é muito facilitada. Adquirir um cartão de crédito com limite superior à renda mensal é mais comum do que se imagina. As condições de pagamento são muito tentadoras: pode-se comprar em inúmeras parcelas no cartão de crédito, que, em muitos casos, incorrem juros  muito elevados. 





Falta cautela no uso do cartão


Os consumidores utilizam o cartão de crédito de modo desenfreado, muitos até como extensão da renda. Os limites costumam ser muito superiores à capacidade de pagamento do consumidor, que, por conta disso, passa a utilizar o “benefício” do pagamento mínimo do cartão (costuma ser 20% do total da fatura). 


Ao usar esse recurso, muito provavelmente já está atolado em dívidas e acaba postergando os pagamentos das faturas subsequentes, tornando-se sobre endividado, já que os juros são altíssimos e praticamente impagáveis.

De acordo com a última pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor (PEIC) realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) com cerca de 18 mil consumidores de todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, em Junho de 2015,  62% das famílias relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros.


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