Notícia

Consórcio de veículos: como agir para evitar problemas

22 junho 2015

22 junho 2015

Num cenário de crise econômica o risco de inadimplência aumenta e você precisa tomar alguns cuidados ao contratar um consórcio de automóveis.

Por falta de gerenciamento financeiro e por inadimplência de seus participantes, empresas quebram e acabam levando o consumidor a perder todo seu investimento. Para evitar surpresas desagradáveis, você deve antes de contratar, fazer uma pesquisa detalhada e estar atento a todos os detalhes.



O que você deve fazer?


Investigar a idoneidade
e também de acompanhar, junto ao Banco Central, se há autorização para funcionamento e a saúde financeira do grupo de que faz parte. É importante verificar também junto aos órgãos de defesa do consumidor, se há registros de reclamações.

Você deve conferir todas as informações do contrato e desconfie se houver promessa de entrega programada ou contemplação garantida. Isso não existe. A contemplação se dá por sorteio ou se você der um lance vencedor.

No contrato devem constar os prazos limite para contemplação, obrigações, período de duração, taxa de administração, valor da parcela mensal, número de participantes, procedimentos em caso de inadimplência e cláusula de rescisão do contrato.

Na contratação você deve comparar os custos com taxa de administração e fundo de reserva com outras modalidades de financiamento para compra do carro. Como não há garantia de disponibilidade imediata do automóvel, aplicar o valor de cada parcela da compra do carro numa poupança pode ser um melhor negócio.


Estar atento aos detalhes


Aplicar o valor de cada parcela da compra do carro numa poupança pode ser um melhor negócio, até porque aderir a um consórcio não significa que você poderá dispor do veículo de imediato. O consorciado está sujeito ao sorteio, o que pode acontecer apenas no final do grupo.

Numa eventual desistência do negócio, pela Lei 11.795/08, que regulamenta as relações econômicas do setor o consorciado desistente ou excluído por inadimplência continua participando do grupo e, se sorteado, recebe de volta as parcelas pagas corrigidas, com o desconto da taxa de administração.

O consórcio não vale a pena para quem é contemplado no final do plano, pois, em vez de pagar taxas, você poderia poupar, fazendo o dinheiro se multiplicar conforme as taxas de juros pagas no mercado.



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