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Endividamento: medidas para sair do vermelho

12 setembro 2013

12 setembro 2013

Estar ciente de que o orçamento saiu do seu controle é o primeiro passo para sair dessa enrascada. Para retomar as rédeas do seu dinheiro, preparamos um guia completo, que vai ajudá-lo a colocar todas as contas em dia.

Desde que o fantasma da superinflação deixou o Brasil, há cerca de 20 anos, o poder de compras tem crescido de forma assustadora. Levados pelo imediatismo do mercado de consumo, fazemos escolhas ruins na hora de adquirir um produto ou serviço, e a nossa conta vai ficando cada vez mais vermelha.

O primeiro passo para sair do superendividamento é descobrir o quanto do seu orçamento está comprometido com dívidas. Para isso, divida o total das dívidas pela renda familiar. Esse resultado vai mostrar o quanto de sua renda já está destinada a esse fim. Com isso, você vai precisar partir para atitudes específicas.

Vamos supor que cerca de 30% do seu orçamento está indo para as dívidas, está na hora de abrir mão de alguns gastos pessoais. Mas, se já passa de 50%, pode ser o caso de trocar o carro por um  modelo mais econômico. E se ainda o que entra não está dando nem para quitar as dívidas, o carro terá que ser vendido.

Mesmo assim, ainda não entre em desespero. Há uma dica básica que serve para qualquer tamanho de dívida: toda renda extra, como 13º salário, férias ou restituição de Imposto de Renda, deve ser usada primeiro para quitar as contas. Apenas depois (se sobrar) você pode pensar em gastar ou poupar.

Portanto, mudanças no estilo de vida são fundamentais para sair do vermelho. Por exemplo, negociação com os credores, portabilidade de dívidas, ou em último caso um empréstimo usando sua casa ou seu carro como garantia.

É importante lembrar, no entanto, que para dar bens como garantia é preciso ter muita cautela. Embora os juros possam ser mais baixos, não dê bens como garantia nem os venda se você não tem certeza que ainda assim não tem capacidade para quitar o débito ou, pelo menos, de reduzi-lo substancialmente.

Cuidado para não perder o bem e ficar com a dívida. Ou pior: se endividar novamente. É bom prestar atenção também à multa e aos juros cobrados em caso de atraso. A multa não pode ser maior do que 2% em relação ao total da dívida e os juros, por mês de atraso, não devem ultrapassar a 1% do total da dívida.


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