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Superendividamento: pare logo a bola de neve

10 janeiro 2015

10 janeiro 2015

Para evitar que o cartão de crédito, maior vilão das famílias brasileiras, deixe a conta no vermelho, mudanças radicais no estilo de vida são necessárias.

Mais da metade das famílias no país está no vermelho, em muito pelas “facilidades” do cartão de crédito, hoje o maior vilão do endividamento dos brasileiros. As elevadas taxas de juros dessa comodidade se acumulam com o não pagamento das faturas, visto que o Custo Efetivo Total (CET) sobre o valor pode variar de 80% a mais de 600% ao ano, se transformando numa bola de neve crescente. 

Se 30% do orçamento estiver comprometido com dívidas elimine gastos pessoais. Caso tenha passado de 50%, considere, por exemplo, trocar o carro por um mais barato. E use toda renda extra, como 13º salário ou férias, para pagar o que deve. 

Para endividamento crítico, são necessárias mudanças radicais 

Caso a dívida já esteja crítica, em 100% ou mais da renda, será preciso fazer mudanças radicais no estilo de vida, a fim de reatingir a saúde financeira, como: 

  • Se a mensalidade estiver cara, troque seus filhos de escola ou matricule-os em um colégio público. Corte outros cursos.
  • Caso os gastos com o carro estejam elevados, venda-o e use o transporte público.
  • Dispense empregada/diarista. Elimine serviços supérfluos (unha, cabelo).
  • Bloqueie o cartão de crédito e só compre à vista. Se não tiver dinheiro, não compre.
  • Se não usa celular para trabalho, mude para um plano pré-pago. Só receba e faça ligações para a mesma operadora.

 

Projeto de lei quer atualizar CDC para ajudar superendividado 

Caso a bola de neve siga crescendo, a saída pode ser a Justiça. Tramita no Senado o projeto de lei do crédito e superendividamento, que visa atualizar o Código de Defesa do Consumidor (CDC) para proteger o endividado.

 

Lei trará mudanças em direito de arrependimento e devolução 

Este terá assegurado o direito de arrependimento. Assim, se assinar um contrato que desconte diretamente no salário, será possível desistir em sete dias, a partir da data da assinatura ou do recebimento da cópia do contrato, sem justificar o motivo. Caso já tenha recebido o empréstimo, será preciso devolvê-lo com os juros dos dias nos quais ficou com o dinheiro.

 


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