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Venda de carro: troco na troca não deve ser a primeira opção

25 julho 2016

25 julho 2016
Alternativa oferecida como “benefício” pelas concessionárias, na prática não é tão vantajosa. Confira a análise da PROTESTE e descubra qual é a melhor opção para vender seu carro, além de dicas fundamentais para fechar um bom negócio.

Venda de carro troco na troca não deve ser a primeira opção

Alardeada pela publicidade como solução para quem precisa de dinheiro rápido com juros bem abaixo do que são oferecidos nos bancos, a "troca com troco", oferecida por concessionárias e revendedoras de automóveis não é tão vantajosa assim. A PROTESTE constatou que na prática ocorre uma troca de dívidas, tendo  que se assumir o financiamento de um novo carro.

De modo geral, quitar dívidas sem criar novas é sempre o mais indicado. E é recomendável inclusive, sempre vender o carro e pagar as contas. Porém, se você não pode abrir mão do veículo de forma alguma e precisa sair do vermelho, a alternativa é vender o carro para particular, quitar a dívida e reservar uma parte para dar entrada no financiamento de outro.

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Troca com troco só é vantajosa para o comerciante 

Na realidade para embolsar o troco, como é ofertado pelas concessionárias e revendedoras, é preciso, antes, entregar o veículo e assumir uma dívida. Dar o que sobrar do preço ofertado pelo seu carro como entrada na compra de outro e parcelar o restante do valor do veículo adquirido. Ou seja, muito semelhante à simples venda de um automóvel para se comprar um novo, em que você simplesmente completa o saldo restante. A única diferença é que na tal "troca com troco", se pode usar parte do valor do carro como entrada.

Ou seja, a "troca com troco" só é vantajosa mesmo para o comerciante, que compra um carro por um valor bem abaixo do mercado e ainda ganha sobre a venda de dois veículos: o que você vai adquirir e o que você vai deixar para a troca, que será revendido. Então, se você está em dificuldade para saldar uma conta, deve pensar duas vezes antes de se deixar seduzir pela oferta.

Concessionárias fazem avaliação abaixo do valor de mercado

Para checar se a operação seria vantajosa,  a PROTESTE foi, anonimamente, a quatro concessionárias: Volkswagen, Chevrolet, Fiat e Ford. E também a duas revendedoras com a proposta de vender o carro, e trocar por outro mais barato sem assumir nenhum financiamento e ainda sair com um troco. Mas não foi o que ocorreu. Já que o carro foi avaliado abaixo do mercado e não seria possível a troca por um mais em conta e teríamos que financiar o novo carro,  simulamos a troca por um carro zero nas concessionárias e pelo modelo mais barato disponível nas revendedoras, com a intenção de ter um troco de pelo menos R$ 10 mil.

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Venda para particular é mais vantajosa 

Em cada uma delas, oferecemos um Volkswagen Up Take Flex 1.0, quatro portas, ano 2014/2015, completo e com 30 mil quilômetros rodados, cujo valor de mercado é R$ 28.095, segundo a tabela Fipe – de responsabilidade da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e referência do mercado. O veículo foi subavaliado em todas as lojas. A Ford avaliou em R$ 22 mil e as demais em R$ 25 mil. Ou seja, a venda para particular ainda é mais vantajosa.

Dicas para fazer um bom negócio

Para quem ainda assim preferir optar pela "troca com troco" por conta do valor mais baixo do Custo Efetivo Total (CET) do financiamento (em média 33% ao ano) do que o para empréstimo pessoal (em média 150% ao ano), é importante seguir algumas dicas para fazer um bom negócio: 

  • Consulte a tabela Fipe antes de negociar. Ela é a melhor referência de preços de automóveis;
  • Não feche negócio logo na primeira proposta que receber.  Visite várias lojas, faça um levantamento de preços e compare; 
  • Avalie bem o estado do veículo a ser comprado, testando seus principais itens antes de concluir a transação;
  • Tente vender para particular, para não ter seu carro subavaliado em lojas. Entre sempre em contato com a PROTESTE pelo telefone 3906 3900, antes de fechar o negócio, para ter ajuda no processo de decisão.

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