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Após pedido da PROTESTE, mais dois produtos terão que alterar embalagens enganosas

24 maio 2016

24 maio 2016

Conar acatou pedido da PROTESTE porque produtos não conseguiram provar que são sustentáveis. Saiba quais são eles.


Em decisão o unânime, o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) atendeu solicitação da PROTESTE e avaliou que o Fósforo Fiat Lux não tem comprovação ou certificação para manter a expressão “madeira 100% reflorestada” em sua embalagem. 


A empresa não apresentou o selo de certificadora ambiental como o FSC ou Cerflor — além de não tornar acessível para o consumidor informações que o confirmariam.  Terá que haver supressão da expressão “madeira 100% reflorestada”, bem como da figura.


O Conar ainda julgará nesta terça-feira (24), processo ético envolvendo o saco de lixo Embalixo que  alega ser de material reciclado, e fósforo Paraná, que se diz ecológico.  Outro produto que na avaliação da PROTESTE faz “maquiagem verde”, apontando indevidamente um diferencial ambiental, é o Guardanapos de Papel Carrefour que traz na embalagem um símbolo verde com uma folha informando: “100% fibras naturais”. 


O Conar acatou pedido da PROTESTE  para tirar da embalagem tal informação porque fibra natural é comum a este tipo de produto e não cabe ser usado como diferencial para a escolha do consumidor. E as “fibras naturais” se referem às fibras celulósicas, que apesar de naturais, não representam nenhum tipo de benefício ao meio ambiente. Afinal, a produção de papel pode causar desmatamento, gasto de água e energia, além de poder emitir gases poluentes. 


Bombril também já recebeu punição 


Anteriormente o Conar também decidiu que a Bombril deveria retirar da embalagem de sua esponja de aço o termo “100% ecológico”, por falta de comprovação do apelo sustentável. Foi sugerida a substituição por 100% biodegradável, mas a empresa recorreu. 


O produto é degradável, mas há outros impactos ambientais gerados durante a produção de sua embalagem, o que não justifica se divulgar como “Bombril eco”. A decisão do Conselho, agora motivo de recurso, repete a de três anos atrás, após denúncia anterior da PROTESTE, e que não foi cumprida pela empresa. Também há outras esponjas com a mesma composição sem que se anunciem como “ecológicas”. 



Detergentes expõem mesma informação de forma distinta 


Entre os produtos que na avaliação da PROTESTE usam indevidamente apelo ecológico apenas num dos casos o julgamento do Conar foi favorável à empresa. O fabricante do lava-louças Ypê líquido argumentou que a expressão  “contem tensoativo biodegradável” é exigida pela Anvisa, desde que o produto contenha a substância. E que a informação não é colocada como uma diferenciação do produto, até porque todos os concorrentes devem obrigatoriamente expor tal informação. 


Mas ao comparar o produto com equivalentes de outras marcas, como a Limpol e a BioBrilho, foi observado que ambas também têm tensoativo biodegradável em sua composição, mas declaram isso sem destaque, na frente do rótulo em letras pequenas e no verso junto à composição do produto, respectivamente. 


PROTESTE identifica irregularidades em 12 produtos 


Em avaliação feita pela PROTESTE em março passado, constatou-se que algumas empresas ainda tentam seduzir seus clientes com falsos apelos ecológicos – prática conhecida como Greenwashing ou maquiagem verde. Foram detectados 12 produtos suspeitos de utilizar ações de marketing que enganam consumidores quanto às práticas ambientais da empresa ou quanto aos seus benefícios ambientais. O conselho acatou denúncia no caso de cinco produtos. Clique aqui e veja a lista com todos os produtos.


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