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PROTESTE denuncia omissão na classificação de economia de energia dos eletrodomésticos

05 abril 2016

05 abril 2016

Foi pedido ao Inmetro a revisão dos critérios pois, na maioria das vezes, a opção pelos produtos com classificação “A” não representa menor gasto de energia elétrica. Descubra o quanto você está pagando a mais por ter um produto ineficiente.

Se você olha a indicação “A” de maior eficiência energética para definir a compra de um eletrodoméstico pode estar sendo enganado, porque há produtos que apesar de consumir bem mais energia têm a mesma classificação.


Foi o que constatou estudo da PROTESTE ao comparar o gasto de energia de diferentes marcas de máquinas de lavar roupa, geladeira e ar condicionado. Não se deixe enganar! Faça o cadastro em nossa mobilização “Quem Cala Paga Mais Luz”, e descubra o quanto você está pagando a mais do que deveria por ter comprado um produto ineficiente: 


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Além de descobrir o quanto está deixando de economizar, você apoia nossa principal luta que é acabar com a cobrança das bandeiras tarifárias de uma vez por todas. 


Índices desatualizados omitem maior consumo de energia


A desatualização dos índices do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), coordenado pelo Inmetro, e a falta de evolução dos critérios para alguns grupos de eletrodomésticos, fez com que os produtos ficassem concentrados na classificação “A”

Com isso, na realidade você opta por produtos menos eficientes, pagando mais na conta de luz. Os fabricantes dos produtos mais eficientes ficam sem estímulo para investir em inovações tecnológicas que melhorem ainda mais a sua performance. Os produtos acabam por serem nivelados por baixo nesse critério. 


Falta coerência na classificação de geladeiras e ar condicionado 


A PROTESTE constatou que no mercado brasileiro, aproximadamente 82% das geladeiras têm classificação “A”. Isso demonstra que dificilmente você poderá usar a etiqueta como uma fonte de informação para sua decisão de compra. A última revisão dos critérios de eficiência para esta classe de produtos foi feita há 10 anos, em 2006.

A situação é crítica para ar condicionado. E com o surgimento da tecnologia “inverter” - que é mais eficiente - no mercado esta questão fica mais evidente. Dos modelos Split (sem essa tecnologia), apenas 29% de todos os produtos disponíveis no mercado são “A”, enquanto que para a família de produtos Split “inverter”, 88% dos produtos levam tal selo de eficiência. 

Desta forma fica evidente que os níveis da etiqueta deveriam ser mais restritivos, desvalorizando a tecnologia notoriamente menos eficiente e promovendo uma melhor dispersão entre as faixas da tecnologia “inverter”. 

No caso do ar condicionado de janela, a soma das classificações “C” e “D” para os aparelhos de parede não passam dos 11%. Isso demonstra que a maioria dos modelos está concentrada na parte superior da tabela (“A” e “B”). O mais crítico é que de 2006 para cá o valor de eficiência para classificação “A” foi irrisória. 


PROTESTE pede revisão dos parâmetros 


Como não é possível diferenciar o produto com a classificação da etiqueta, a categorização acaba perdendo o programa sua função comparativa. Sendo assim, a PROTESTE pediu ao Inmetro a sua revisão compulsória a cada três anos, mantendo no máximo 30% dos modelos com classificação “A” de desempenho energético. E no caso de mais da metade dos produtos alcançarem classificação “A”, em um tempo inferior a três anos, o Programa passe por revisão automática dos índices.


Também foi pedida a inclusão de novos parâmetros de medição para máquinas de lavar roupa, que estavam sendo previstos na revisão do programa proposta em 2014, mas não foram colocados em prática até agora.

Para os fabricantes tal situação é conveniente, pois possuem alíquota mais baixa do IPI para geladeira e máquina de lavar roupa, que tiverem nível “A” de eficiência energética. Sendo assim, eles mantêm o benefício sem que isto reflita uma melhoria real na tecnologia dos produtos, ou vantagem de economia para o consumidor.



Alguns pontos não são considerados pelo programa 


Destacamos a não consideração para as máquinas lava e seca, do consumo de energia secando roupa.“Isto é um absurdo, pois quem compra o produto com esta função vai querer comparar quanto vai gastar a mais na conta de luz com o uso completo do produto, não só para lavar ou para secar roupa”, critica Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da PROTESTE. O consumo de energia elétrica durante o processo de secagem é muito maior do que durante o programa de lavagem com água fria. 


O mesmo produto gasta para lavar 5 quilos de roupa com água fria, uma vez por dia, o equivalente a R$ 3,85 por mês na conta de luz. Já para secar esta mesma quantidade de roupa acarreta mais R$ 92,11 por mês na fatura de energia (levando-se em conta o custo da tarifa de São Paulo). 

Isto gera discrepâncias absurdas, pois se classifica o produto quanto a sua eficiência energética pelo gasto de R$ 3,85, enquanto o consumo durante a secagem (ao custo de R$ 92,11), não é levado em consideração. 

 


Falta informação do programa correspondente à economia 


Ainda, o consumidor não sabe qual o programa deve utilizar para obter os índices contidos na etiqueta, pois esta informação só é repassada pelo fabricante ao laboratório quando do teste do produto para etiquetagem e acompanhamento. 

máquinas com mais de 12 programas diferentes para serem utilizados, dessa forma o consumidor não sabe qual deles escolher para obter os resultados que deveriam ser os mais eficientes. Tal informação deveria estar disponível na etiqueta do produto. 



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