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Dicas para você escolher as melhores opções de investimento
Nosso estudo mostra que, apesar de corretoras terem propostas mais atraentes, é essencial pesquisar também nos bancos e nunca deixar de comparar as opções.
24 agosto 2017 |
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Cerca de 60 milhões de brasileiros deixam seu dinheiro na caderneta de poupança, enquanto só 10 milhões aplicam em títulos e fundos de investimento. E esse dinheiro é, na maioria das vezes, aplicado em poupança e em um banco dos quais já são clientes. Porém, é importante pesquisar nas corretoras, que não servem apenas para negociar ações na Bolsa de Valores. Dessa forma, na maioria das vezes, é possível fazer investimentos com maior rentabilidade do que a oferecida pelos bancos e com taxas bem mais atrativas. Conheça, a seguir, nosso estudo para você saber a melhor maneira de aplicar o seu dinheiro.

Na maioria dos casos, a rentabilidade oferecida pelas corretoras é mais atraente do que a de bancos, mas é sempre bom pesquisar. Comparamos as opções de investimentos conservadores, como títulos (CDBs, LCIs e LCAs) e fundos de renda fixa, oferecidos pelos principais bancos do país e pelas corretoras que participaram do último teste comparativo de corretoras, realizado pela PROTESTE. São todas aplicações para quem não quer assumir riscos e com rendimentos superiores aos da poupança.

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No estudo, consideramos os títulos que possuem respaldo no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), ou seja, em caso de falência da instituição, o investidor recebe de volta os valores aplicados, desde que não ultrapasse R$ 250 mil. No entanto, os bancos oferecem um número maior de fundos conservadores (que investem a maior parte de seu patrimônio em ativos de menor risco). Por outro lado, as corretoras apresentam resultados mais rentáveis e acessíveis. Entre todos os fundos encontrados, o melhor entre as corretoras, neste perfil, foi o Daycoval Classic FI Renda Fixa Crédito Privado. Entre os bancos, o mais bem avaliado foi o Caixa Mega FI Renda Fixa Referenciado DI LP.

Apenas no último ano, o fundo oferecido pela corretora rendeu 14,46% e, nos últimos três anos, 47,10%, além de exigir uma aplicação mínima inicial de R$ 5 mil. Já o fundo da Caixa rendeu 13,55% e 44,39%, respectivamente, com uma aplicação mínima inicial. Considerando o mesmo depósito nas duas opções, os rendimentos seriam maiores com o fundo Daycoval. Ao final do período, o valor ganho seria R$ 700.175 com ele (já descontando o Imposto de Renda) e R$ 688.658, com o fundo da Caixa – uma diferença de R$ 11.518.

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Em relação aos títulos de renda fixa, é importante lembrar que quanto maior o valor aplicado e o prazo do investimento, maior o rendimento. Entre as 193 opções analisadas, 116 primeiras são corretoras. O parâmetro usado para realizar a comparação foi a taxa CDI – Certificado de Depósito Interbancário. Sendo assim, os que possuem mais vantagem são aqueles que oferecem maior percentual sobre a CDI.

Além da rentabilidade, outro benefício das corretoras é a facilidade. Primeiro, se faz um cadastro na empresa, com documentos em mãos. A partir daí, a empresa analisa o perfil do investidor, que recebe indicações para compor a carteira de investimentos. Contudo, o investidor tem total liberdade para seguir ou não as indicações.

Atente para alguns detalhes antes de investir

A economista da PROTESTE, Veronica Dutt-Ross, alerta que você não deve deixar dinheiro parado na conta da corretora. “Se você depositar um dinheiro na conta que tem na corretora, sem destiná-lo a investimentos específicos, e ela vier a falir, pode perder esse valor. Em caso de falência, os depósitos dos clientes são usados para cobrir dívidas, que tem prioridade para serem pagas por lei. Por isso, não deixe dinheiro parado nessa conta. Ela serve só para você transferir valores para a empresa, que deverão ser investidos logo em seguida. Quanto às quantias já aplicadas, fique tranquilo, pois não podem ser confiscadas porque estarão no nome do investidor”, explica.

Além disso, é necessário prestar atenção em alguns detalhes que podem fazer muita diferença antes de investir:

  • Verifique o patrimônio líquido. Se for superior a R$ 180 milhões, já pode ser considerado um fundo acima do mediano;
  • Confira o número de cotistas do fundo. Se o número for pequeno, a saída de um deles pode afetar o rendimento dos demais;
  • Opte por títulos cobertos pelo FGC;
  • Avalie a captação de líquido do fundo. Evite os que estiverem captando um valor menor do que está recebendo por meses seguidos;
  • Com auxílio da corretora, cheque a classificação de risco daquele título, de acordo com a nota dada por agências especializadas como Fitch, Moody’s e Standard&Poor’s. Recomendamos que invista em aplicações com notas superiores a investimento não especulativo.

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