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Bolsa em baixa

08 agosto 2011

08 agosto 2011

Impasse nos EUA e crise na Europa continuam a derrubar Bovespa, que hoje já teve queda de mais de 8%. Veja nossas orientações para investidores.

A Bovespa, Bolsa de Valores de São Paulo, teve hoje mais um dia de tensão e pessimismo entre os investidores. Desde a semana passada vem ocorrendo acontecimentos importantes, que tiveram um forte impacto sobre a economia mundial. O primeiro foi a decisão do impasse no Senado dos EUA sobre a legalização do aumento do teto da dívida do país, que sem ele significaria o calote do governo norte-americano por não conseguir cumprir com todos os seus compromissos. Isso poderia resultar em uma crise econômica mundial sem precedentes, já que a grande maioria dos países do mundo possui títulos dos EUA em suas reservas internacionais.

Há também o aumento do temor do efeito contágio na economia da crise da dívida da Espanha e da Itália, que tem feito a Bovespa cair consideravelmente, acompanhando as bolsas de todo o mundo. Neste último sábado aconteceu outro agravante diante de todo esse cenário de terror entre os investidores: a agência de risco Standart & Poors (S&P) rebaixou o rating dos Estados Unidos pela primeira vez na história. O rebaixamento foi justificado pela agência por uma não aprovação do novo plano orçamentário aprovado pelo Congresso, em função do aumento do teto da dívida americana.

A agência alertou que poderá rebaixar ainda mais o rating do país no prazo de dois anos, se os cortes para conter o endividamento não forem suficientes. Para frear piores consequências no mercado financeiro, o G-7 e o G-20, grupos que participam das maiores economias do mundo, anunciaram a decisão de manter os títulos americanos em suas reservas - embora com recomendações especiais tanto em relação à dívida americana, quanto em relação aos países da Europa.

Hoje foi o primeiro dia de negociação nas bolsas de valores em todo mundo após o rebaixamento da nota de risco americana. A Bovespa, até as 16 horas desta segunda-feira, já registrava queda de 8%. As perdas se acentuaram depois que a S&P rebaixou também as gigantes de hipotecas norte-americanas Fannie Mae e Freddie Mac. E a perspectiva é que no curto prazo essa tendência de incerteza e muita volatilidade permaneça.

Em relação a como proceder, a PROTESTE continua firme na sua recomendação comum a qualquer investimento em renda variável, que é a de sempre ter foco no longo prazo, isto é, um prazo a partir de cinco anos. Este tipo de investimento exige sangue frio dos investidores, e por isso rejeita comportamentos impulsivos por conta das más notícias do mercado. Por isso, nossa recomendação para quem já tem ações em sua carteira de investimentos é de permanecer com elas e continuar com o foco nos ganhos de longo prazo. E para quem ainda não tem ações e gostaria de começar a investir, nossa recomendação é esperar um pouco mais até que esse clima de incerteza passe e as ações passem a ser precificadas mais por seus fundamentos do que pelos temores dos investidores.


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