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Vai aplicar seu dinheiro? Confira seis dicas para fugir das armadilhas

07 dezembro 2015

07 dezembro 2015

Aplicar suas reservas nesta hora de crise é uma saída para obter rendimentos, sim. Porém, fique atento às iscas que o mercado oferece para não perder dinheiro ou até se endividar.


Investir em tempos de crise, quando o desemprego bate à porta e você precisa enfrentar o aumento dos preços nos supermercados e a alta dos juros nos bancos, não é uma tarefa fácil. Mas guardar seu dinheiro suado debaixo do colchão para protegê-lo da desvalorização da inflação não é a melhor saída. 

  

Obter rendimentos com aplicações nesse cenário é possível, sim, e é o melhor caminho para preservar o valor de seu dinheiro. Contudo, na hora de optar pelo tipo de investimento, você precisa ficar atento a detalhes importantes para não acabar caindo em uma tremenda cilada. 



Pegadinhas: Veja as mais comuns no mercado 



1 - Rendimento mais baixo 


A caderneta de poupança é uma opção muito segura e com alta liquidez, mas tem um rendimento mais baixo do que outras aplicações mais arriscadas para o dinheiro que deve estar disponível para uma emergência. 


2 - Mais tempo para recuperar o dinheiro 


Os certificados de depósito bancário (CDBs) e as letras de crédito imobiliário (LCIs) possuem baixa liquidez. Ou seja, você vai levar mais tempo para recuperar o valor investido, que será apenas na hora do vencimento, salvo exceções. Por isso, não vale a pena investir todo o seu dinheiro ou mesmo parte dele que pode precisar usar antes disso. 



Por fim, não é um bom negócio aplicar em CDBs que paguem menos do que 81% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).  No caso do LCI, a pegadinha consiste em investir em um tipo que pague menos do que 63% do CDI. Se as aplicações forem menores do que esses valores, deixe o dinheiro na poupança, que tem maior liquidez


3 - Plano nem sempre é benefício 


É comum não se saber diferenciar os dois principais tipos de planos de previdência privada: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL). E isso contribui para que se opte em aplicar no primeiro, por conta do benefício fiscal de deduzir o investimento do Imposto de Renda, desde que seja igual a 12% do rendimento bruto. 


Mas é aí que está a cilada desse investimento, porque contratar o PGBL para quem faz a declaração simplificada é um péssimo negócio. No caso, você não pode tirar proveito do benefício fiscal e, na hora de resgatar o dinheiro, a alíquota do imposto vai incidir sobre todo o montante investido, e não apenas sobre o rendimento. 


Você precisa ficar atento também ao prazo da previdência privada. Se for inferior a dez anos, esqueça. Caso seja superior, opte pelo sistema de tributação regressivo.


4 - Atenção às corretoras 


Fique atento à corretora onde pretende comprar os títulos públicos. Prefira as que não cobram nada além das taxas obrigatórias. Saiba que o investimento em títulos públicos não tem tanta liquidez. Portanto, não estará disponível para emergências. Por fim, escolha o título de acordo com a tendência da Selic. 


5 - Não são um investimento 


Os títulos de capitalização não são um investimento, mas um meio de o banco captar dinheiro e possibilitar que você participe de sorteios com prêmios. O rendimento real é negativo, porque, em geral, resgata-se menos do que o valor inicial ao contratar o título. 


6 - Políticas de fundos são diferentes 


Cuidado com a política dos fundos de investimento, porque as características se diferenciam bastante entre os mais procurados pelos pequenos investidores (DI, multimercado, de ação e de renda fixa). Verifique também as taxas, como a de administração, que é exigida por todos os fundos e, em alguns casos, a taxa de performance. 


Veja ainda se há carência, o tempo da conversão de cotas e se é alavancado (quando o fundo investe mais do que seu patrimônio, por isso pode-se perder mais do que foi investido).


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