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Cinco dicas para garantir uma reserva para emergências

13 abril 2017
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13 abril 2017

Quem tem um gasto inesperado sabe quanto vale o dinheiro guardado para este fim. Mas você não precisa sentir na pele para poupar. Basta se programar, sem a necessidade de comprometer seu estilo de vida.

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Por mais que um orçamento familiar seja bem elaborado, você não consegue arcar com um gasto inesperado se não estiver preparado para isso. A lógica é simples: da mesma forma que você lista todas as suas despesas rotineiras (tais como aluguel, condomínio, mensalidade escolar, luz, gás e telefone), esse planejamento também precisa contemplar uma reserva para os gastos de emergência, para evitar que imprevistos resultem em dívidas impagáveis.


De acordo com o IBGE, cerca de 80% da renda das famílias está comprometida com despesas de consumo, como alimentação, habitação, serviços e taxas. E, em média, apenas 5,6% dessa mesma renda é destinada para a poupança. Com um percentual tão alto da renda comprometido, é inegável que fazer uma reserva para emergências pode ser bem difícil – ainda mais em tempos de crise. Mesmo assim, é preciso pensar no assunto, para não tomar um susto quando o inesperado acontecer. 

 

Confira nossas dicas e saiba a melhor maneira para garantir um valor de reserva mensal sem comprometer seu orçamento ou afetar seu estilo de vida: 


1 - Prevenir é a melhor alternativa


Quem tem recursos consegue enfrentar um período difícil sem comprometer as finanças ou o padrão de vida. Mas quem não se previne geralmente é obrigado a vender um bem ou mesmo a recorrer a um empréstimo. Essa atitude pode impactar no seu estilo de vida de toda a família, que pode levar alguns anos para se reestruturar ou, ainda, chegar a uma situação de superendividamento, ficando sem perspectiva para sair da situação de endividamento.


2 - Valor ideal dependerá da sua renda 


E qual é o valor considerado para uma boa reserva? Na verdade, não existe uma resposta precisa do que seja o ideal a se poupar para as emergências. Esse valor dependerá da sua renda mensal e do padrão de vida que deseja manter. O que se recomenda, em geral, são seis meses de salário. Mas a nossa sugestão de reserva para emergências é que ela seja grande o suficiente para manter seu padrão de vida com alguma dignidade por até um ano. Dessa forma, você terá tempo para reequilibrar o seu orçamento e rever despesas supérfluas. 



Para fazer uma poupança maior é necessário reservar recursos na mesma proporção. Portanto, verifique suas despesas essenciais e some-as considerando um ano para, então, começar a poupar. Essa soma, no entanto, tem um segredo: você pode considerar mudanças em suas despesas habituais, como o aluguel (você pode poupar menos para esse item caso considere morar em um imóvel mais barato). 


3 – Orçamento equilibrado ajuda a fazer reserva 


A regra de ouro para quem quer fazer uma reserva é estar com o orçamento familiar equilibrado, sem nenhuma parcela da renda comprometida com dívidas. Se estiver com as finanças no vermelho, dê prioridade ao pagamento das contas para, então, guardar o dinheiro. Isso porque, ao pagar a dívida, equilíbrio financeiro se recompõe e passa ser possível pensar em se prevenir para emergências. 


4 - Não deixe o dinheiro parado 


Outro ponto importante é que o dinheiro não deve ficar parado, nem ser visto como “perdido”. Ele deve ser aplicado como qualquer outro investimento para garantir, pelo menos, o poder de compra ao longo tempo. Caso contrário, será corroído pela inflação. A reserva deve ser aplicada em investimentos com alta liquidez, para permitir saques eventuais sempre que necessário. Dê preferência a fundos DI ou de renda fixa, cujos valores podem ser resgatados livremente, ainda você perca parte do rendimento. Ou até mesmo à caderneta de poupança.
 



5 - Estabeleça metas para poupar 


Para assegurar que sua reserva estará garantida em caso de necessidade, estabeleça metas para poupar. E batalhe para alcançar o seu objetivo. Dessa forma, você conseguirá montar o seu fundo de emergência e não usará à toa. Afinal, um erro muito comum quem começa a poupar é considerar o dinheiro economizado como uma “sobra” – e, como este está “sobrando”, a vontade de usar o valor poupado em um passeio, em uma compra ou em uma viagem é grande. Portanto, seja disciplinado e não caia em tentação. 

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