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Crise econômica: brasileiro está mais confiante com melhoria da situação do País

22 setembro 2016
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22 setembro 2016
Pesquisa da PROTESTE mostra que apesar das dificuldades, brasileiro está mais otimista. Confira o resultado completo da pesquisa com percepções sobre a situação financeira, despesas, uso de crédito e gravidade da crise.

Crise econômica brasileiro está mais confiante com melhoria da situação do País

A PROTESTE repetiu a pesquisa sobre percepção dos brasileiros com relação à crise econômica do país e, diferente do ano passado, os novos resultados apontam que entre os consumidores há um maior sentimento de confiança em relação a melhoria da situação econômica do país e de sua família. Embora ainda tenha dificuldade em arcar com despesas diárias importantes como saúde (plano de saúde, consultas médicas e remédios), supermercado e educação. 

Confiança do consumidor 
Houve um aumento na expectativa de melhoria da situação do país nos próximos 12 meses. A média das notas da pesquisa deste ano foi de 43,7, contra 29 da pesquisa de 2015. Dentre outras expectativas, a maioria das pessoas (67%) ainda acredita no encolhimento do poder de compra nos próximos 12 meses. Ainda assim, esse número representa maior otimismo, quando comparado aos 85% da pesquisa anterior, em 2015. 

Há insegurança entre as famílias 
A expectativa de melhoria da situação da família é superior a do país, assim como ocorreu na pesquisa do ano passado. Contudo, sobre o quanto acreditam que seu núcleo familiar esteja de fato preparado para enfrentar uma crise econômica grave, a média das notas da pesquisa foi 48,9. O que demonstra uma insegurança das famílias em relação a um possível agravamento da situação econômica do país.

 Em relação ao ano passado, aumentou também a proporção das pessoas que possuem dentro de seu núcleo familiar alguém que tenha perdido o emprego nos últimos 12 meses. Em 2015 esse número era 55%, e em 2016 subiu para 67%. 

Situação financeira é menos confortável
Quando perguntados sobre a sua situação financeira em relação aos últimos 12 meses, as pesquisas de 2015 e 2016 tiveram resultados similares. A grande maioria (82%) a considera menos confortável do que costumava ser em relação a um ano antes. 

Maioria considera que a crise tem alta gravidade
Em relação à pesquisa do ano passado, mais pessoas responderam que a crise é de alta gravidade, 72% em 2016 contra 61% em 2015. Já entre os que não consideram que o país esteja passando por uma crise, os números se mantiveram próximos a 4% dos entrevistados.

Despesas diárias
Entre os itens considerados de primeira necessidade, os brasileiros demonstraram ter mais dificuldade em arcar com os gastos relacionados à saúde, sendo eles: plano de saúde (60%), remédios (53%), e consultas médicas (48%). Já entre os itens mais supérfluos, os mais citados como muito difíceis ou impossíveis de pagar foram: entretenimento, férias, estética e cuidados pessoais, produtos tecnológicos, e TV a cabo.

Imprevistos impedem economia
Em geral a maioria das pessoas respondeu ser organizada, só comprar quando pode, que prefere poupar a usar o cartão de crédito e que tem pouca dificuldade para fazer orçamento doméstico. Entretanto, 56% concordaram parcialmente ou totalmente que as dificuldades financeiras dos últimos meses têm causado tensões com o cônjuge e filhos, e 61% concordaram parcialmente ou totalmente que tem sofrido sintomas físicos por causa das dificuldades financeiras.

 Entre as principais razões que as pessoas responderam para não conseguirem guardar dinheiro nesse período destacam-se: despesas imprevistas/extraordinárias (60%); queda do rendimento do núcleo familiar (48%); o custo de vida ter aumentado (38%) e dívidas (35%). 

Crédito ainda é alternativa
Comparado ao resultado da pesquisa de 2015, os brasileiros têm utilizado com pouco menos frequência as linhas de crédito disponíveis. Porém, 25% ainda continuam usando o cartão de crédito com maior frequência nos últimos 12 meses do que antes. E deste total, 9% ainda recorrem ao cheque especial, além de utilizar o cartão.

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