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Novas regras da poupança reduzem os ganhos

05 dezembro 2012

05 dezembro 2012

Após as mudanças os rendimentos dos pequenos investidores diminuíram, porém investir neste tipo de aplicação ainda vale a pena.

Recentemente a alteração realizada pelo governo do critério da remuneração da caderneta de poupança completou seis meses. Após as alterações, a caderneta que antes remunerava mensalmente 0,5% mais a taxa TR (Taxa Referencial), desde maio deste ano quando chegou ao patamar de 8,5% ao ano, passou a remunerar 70% da taxa Selic (taxa básica de juros) mais TR.

Quando anunciada pelo governo a novidade foi acompanhada de um discurso sobre a necessidade dos bancos diminuírem suas taxas de administração dos fundos, para que estes fossem mais atraentes que a poupança, que teve sua remuneração diminuída.

No entanto, seis meses depois da mudança resolvemos fazer um levantamento para ver se a tentativa do governo teve sucesso ou se novamente serviu para diminuir o rendimento dos pequenos poupadores e manter a remuneração dos bancos.

Segundo o levantamento realizado pela PROTESTE, de 464 fundos de investimento considerados conservadores (DI, Curto prazo e Renda Fixa) direcionados para o público em geral, somente 41 abaixaram a taxa de administração, ou seja, aproximadamente 8,8%.

Sete fundos com essas mesmas características aumentaram suas taxas de administração. Destes 464 fundos, 83 baixaram os valores das aplicações mínimas, tornando-se mais acessíveis, porém como até o momento muitos poucos baixaram as taxas de administração os fundos ainda permanecem pouco atraentes.

Com as quedas sucessivas da taxa Selic, fundos conservadores com taxas de administração acima de 0,5% já correm sérios riscos de renderem menos do que a poupança, principalmente para o curtíssimo prazo que pagam alíquotas de imposto de renda maiores.

Ao longo desses seis meses da nova regra a caderneta de poupança acumulou uma rentabilidade de 2,85%, enquanto se ainda vigorasse a regra antiga o retorno subiria para 3,11%. Ou seja, uma aplicação de R$ 1000 na poupança por este período rendeu R$ 28,47, enquanto se ainda vigorasse a regra antiga o rendimento subiria para R$ 31,13.

A princípio esta diferença parece pequena, mas aumenta significativamente se considerarmos um período maior. Por isso, a PROTESTE solicita ao governo que pressione os bancos para que sejam mais efetivos na queda das taxas de administração dos fundos; ou que o governo repense as alíquotas de tributação dos fundos de investimento que são excessivamente altas.


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