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Previdência privada: descubra qual é o melhor plano para o seu perfil

01 fevereiro 2016

01 fevereiro 2016

Investir em previdência privada é uma alternativa para uma aposentadoria sem problemas financeiros. Por isso, a PROTESTE analisou diversos fundos para você escolher o mais adequado a seu perfil e poder planejar sua aposentadoria.



A PROTESTE fez uma avaliação minuciosa de todos os fundos de previdência disponíveis no mercado e a conclusão foi que existem fundos de previdência que se destacam e valem a pena o investimento. Confira tudo sobre o assunto e descubra qual foi nossa escolha certa.

 

O mercado oferece dois tipos de previdência privada: o Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) e o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL). Eles são praticamente iguais. As diferenças são que, no PGBL, você pode deduzir seus gastos relativos ao fundo no IR – respeitando o limite de 12% de seu salário bruto – e o IR incide sobre todo o montante investido. Já no VGBL,  o IR incide sobre o rendimento. 


Caso você opte pelo PGBL, a dica é que o dinheiro economizado no IR seja utilizado no próprio fundo. Esse valor adicional aumentará o benefício no momento de recebê-lo. Mas atenção: o desconto fiscal só acontece quando a declaração é feita pelo formulário completo. 


Portanto, na hora de declarar, verifique se o desconto proveniente do pagamento da previdência complementar, junto com outros que possa ter, supera o desconto automático oferecido no formulário simplificado. 


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Quanto mais cedo investir, melhor


Entre as que analisamos, os planos do Banco do Brasil exigem idade mínima de 14 anos e máxima de 69; nos da Caixa Econômica Federal, a faixa etária é de 16 a 65; e o Bradesco não exige idade mínima, mas só aceita segurado até os 80 anos. De qualquer maneira, vale lembrar que quanto mais cedo você começar a pagar a previdência complementar, mais suaves serão as parcelas e o valor do benefício maior, já que, em tese, terá mais tempo para contribuir. 


Fique atento também às perspectivas de oscilações de taxas de juros e inflação nos próximos anos – esses fatores afetam o rendimento real do fundo. Para esses fundos são aplicadas duas taxas e um tributo: administração, carregamento e Imposto de Renda. Entre as instituições que participaram de nossa amostra, as taxas de administração variam entre 0,8% e 2,85% ao ano.  


A de carregamento – que incide no momento da aplicação do fundo ou no resgate – varia de acordo com o período que foi investido e o valor do aporte  (quanto maior o prazo e o valor, menor a taxa). Na nossa amostra, identificamos planos que têm a segunda e os que combinam as duas, com variação entre 0 e 8%. A mais alta é a da Sulamérica Mix 30 IV FI Multimercado, com valores de até R$ 9.999,99, resgatados em até 12 meses.


Após dez anos, fica mais vantajoso


Você pode escolher ainda entre dois tipos de tributação: a progressiva e a regressiva. A primeira segue a tabela do IR, atualizada anualmente. No momento do resgate, são tributados 15% na fonte e a compensação é feita na declaração de IR, se a renda atingir uma alíquota de imposto maior. 


Na regressiva, os índices são altos no início (35%) e, com o tempo, caem até 10% para quem ficar no plano por um período igual ou superior a dez anos. Por isso, a indicação é parar de fazer aportes dez anos antes de quando você pretende sacar a previdência privada, já que o dinheiro que for investido após esse período será taxado com as alíquotas iniciais, podendo chegar a 35%.  


A tributação regressiva é a mais vantajosa para quem permanece na previdência privada num período superior a dez anos, porque a alíquota de Imposto de Renda fica em 10%. Você pode optar pelo sistema progressivo inicialmente e passar para o regressivo depois, mas esta mudança só é possível até o último dia útil do mês seguinte à contratação do plano. 


Troca de fundo não gera custo


A portabilidade é garantida por lei e não gera custo. Precisa só cumprir o prazo de 60 dias de carência, antes de desistir do fundo escolhido. Mas atenção: a migração dos recursos acumulados para outro fundo é permitida apenas entre planos da mesma natureza. Ou seja, de PGBL para PGBL e de VGBL para VGBL. 


Investidor decide forma de resgate


No momento da contratação do produto, você decide como receberá o benefício, depois do cumprimento da carência, que costuma ser a partir de seis meses – a da Sulamérica chega a um ano, sendo a maior de nossa amostra.


São sete as maneiras de receber o benefício;

  • A primeira é o pagamento único, recebido integralmente no primeiro dia útil à data prevista para o término do contrato. 
  • A segunda é a renda mensal vitalícia, cujo pagamento é feito ao segurado até seu falecimento. 
  • A terceira, renda mensal temporária, é feita por um período determinado e cessa no prazo acertado ou com a morte do titular, o que ocorrer primeiro. 
  • A quarta, renda mensal por prazo certo, é paga mensalmente por um prazo ao participante. Em nenhuma dessas é possível repassar o montante a terceiros, ainda que sejam herdeiros do investidor.
  • Para a quinta, sexta e sétima se enquadra a renda mensal vitalícia com prazo mínimo garantido, o pagamento é repassado para um beneficiário indicado após a morte do segurado, por um período determinado. Na renda mensal vitalícia reversível ao beneficiário indicado, ocorre o mesmo, mas de maneira vitalícia. 


E, na renda mensal vitalícia reversível ao cônjuge com continuidade aos menores, no caso do falecimento do participante, um percentual, preestabelecido, é revertido ao cônjuge e, na morte deste, passa aos filhos menores de idade, até que atinjam a maioridade.  




Confira aqui o vocabulário da previdência


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