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MP do Rio investiga fabricantes de sabao em po a pedido da PROTESTE

06 junho 2005

06 junho 2005

É pedido prazo de seis meses para empresas reduzirem o teor de fósforo na fórmula. O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu investigação sobre 11 marcas de sabão em pó, entre eles Omo, Minerva, Ariel e Bold em decorrência do resultado do teste feito pela PROTESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, que comprovou o uso de fosfato em quantidade suficiente para poluir rios e lagoas. A PROTESTE pede que seja dado prazo de seis meses para que os fabricantes de sabões e detergentes em pó se adaptem às novas regras de regulamentação do teor de fósforo na formulação desses produtos.

A PRO TESTE discorda do prazo de três anos dado pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), em resolução aprovada no final de março, para que os fabricantes de sabões e detergentes em pó se adaptem às novas regras de regulamentação do teor de fósforo na formulação desses produtos. Isto porque os dois maiores fabricantes mundiais já produzem em outras regiões do mundo detergentes eficazes e amigos do meio ambiente, com menor impacto ambiental. Assim, não haveria necessidade de período tão extenso para cumprimento da nova legislação.

 A resolução atende à solicitação da PRO TESTE feita há um ano, quando realizou testes com as 11 marcas de detergentes em pó mais consumidas no País e detectou a presença, em seis produtos, de fosfatos em concentração suficiente para proporcionar a degradação dos rios e lagos. Na ocasião a Pro Teste, preocupada com o impacto ambiental causada pelo, solicitou uma avaliação criteriosa deste item ao grupo de trabalho do Ministério do Meio Ambiente que estava elaborando um novo regulamento sobre o assunto.

A redução da carga de fósforo proveniente dos detergentes em pó nos rios e lagos brasileiros contribuirá para a solução do problema da eutrofização, fenômeno caracterizado pelo excesso de nutrientes nas águas, principalmente fósforo e nitrogênio, e que pode provocar a proliferação de algas nos mananciais, principalmente nas zonas urbanas de grandes centros. Isso levou a um movimento em alguns países da União Européia para proibir a sua inclusão nos detergentes em pó.

No teste realizado no ano passado pela PRO TESTE foram analisados produtos multiuso, que são caracterizados por sua ampla opção de aplicações e não são destinados especificamente para roupas coloridas ou delicadas. O objetivo era descobrir qual detergente em pó lava melhor a roupa, respeitando as cores dos tecidos sem agredir o meio ambiente. Para isso, o teste focou quatro aspectos fundamentais: rotulagem, eficácia de lavagem, alteração das cores e impacto ambiental. E o resultado não foi nada bom.

Não foram encontradas falhas graves na rotulagem ou na alteração das cores depois de uma série de lavagens, mas apenas dois se mostraram atuantes na remoção de diversos tipos de manchas e somente outros cinco não apresentaram riscos ambientais significativos. Nenhum produto foi bem na eficácia de lavagem e no impacto ambiental ao mesmo tempo, ou seja, nenhum consegue lavar bem sem poluir.

Como a PRO TESTE acredita que o consumidor tem o direito a um produto eficiente e que não polua, neste teste não foram atribuídos os títulos de o melhor do teste e a escolha certa. Os onze sabões em pó avaliados foram: Ace, Ariel, Biju, Bold, Brilhante, Campeiro, Extra, Minerva, Omo Multiação, Pop e Sendas.


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