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Contraceptivo Essure: você pode usar sem se preocupar com a segurança
A Anvisa voltou a liberar a importação, distribuição, comercialização e utilização desse implante para evitar a gravidez.
10 agosto 2017 |
essure

Em fevereiro, a Anvisa suspendeu a liberação do uso do Essure no Brasil. Embora seja pouco conhecido no país, esse método contraceptivo já tinha seu registro aprovado aqui desde 2009. Mas, após diversas mulheres norte-americanas terem relatado efeitos adversos e uma autoridade regulatória em saúde canadense ter alertado sobre complicações graves (como gravidez indesejada, dor crônica, perfuração, etc.), a Agência solicitou à empresa detentora do registro no Brasil, a Comercial Commed Produtos Hospitalares, novos estudos clínicos sobre o produto. Como isso não foi feito dentro do prazo estabelecido, ocorreu a suspensão do Essure.

Agora, finalmente, a empresa entregou toda a documentação solicitada pela Anvisa, que incluiu a apresentação dos resultados após o acompanhamento de pacientes por 12 meses, um relatório completo e atualizado a respeito das informações de uso do produto e o detalhamento das medidas tomadas pelo fabricante após os alertas da agência regulatória canadense. Diante dessa revisão da segurança do contraceptivo, o Essure voltou a ser permitido no Brasil

Vale saber que o produto se trata de uma minimola que é inserida através do colo do útero e da vagina até as trompas de falópio. Durante um período de cerca de três meses, um tecido cicatricial se forma em torno das inserções e cria uma barreira que impede o espermatozoide de atingir os óvulos, evitando, assim, a concepção. Sua eficácia é semelhante à da laqueadura de trompas. Se houver arrependimento ou necessidade de remoção, o dispositivo só pode ser retirado por meio de cirurgia e a gravidez apenas será possível com a ajuda de técnicas de reprodução assistida. Outra desvantagem é que seu custo ainda é alto, embora o SUS de alguns estados já o disponibilize gratuitamente. Caso se interesse por esse método, converse com o seu ginecologista.

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