Notícia

Cigarro: apague-o de uma vez por todas

04 setembro 2014
cigarro, apague-o

04 setembro 2014

A dependência de nicotina é tão grave quanto a de certas drogas. Mas vencê-la é possível. Força de vontade, psicoterapia e medicamentos são alternativas que podem ajudar você a abandonar esse vício.

Nos últimos anos, campanhas educativas e ações adotadas pelo governo, como proibir o fumo em ambientes fechados e aumentar o preço do cigarro, contribuíram para a redução do número de tabagistas no Brasil. E entre as pessoas que insistem em fumar, muitas têm o desejo de deixar o hábito, mas encontram dificuldades em alcançar esse objetivo. A explicação é simples: fumar causa dependência psicológica, comportamental e química.

A nicotina, que é só uma das mais de quatro mil substâncias nocivas presentes no cigarro, tende a levar ao abuso. Quando ingerida, ela provoca alterações no sistema nervoso central, modificando o estado emocional e comportamental do usuário, assim como acontece com a cocaína, a heroína e o álcool.

 

Cigarro atrapalha vida sexual e causa câncer

Como você já deve saber, são vários os males trazidos pelo cigarro. Diminuição da resistência física, baixo desempenho na vida sexual, envelhecimento precoce, dentes amarelados, aumento da pressão arterial e do colesterol total, câncer de pulmão e de laringe são apenas alguns deles.

Para vencer o vício, vale pensar no acompanhamento psicoterápico em grupo ou individual. Por meio dele, o fumante aprende a detectar situações de risco de recaída e as estratégias para conseguir dizer não à fissura por uma tragada.

Há ainda como alternativa os medicamentos nicotínicos, também chamados de Terapia de Reposição de Nicotina. Encontrados em forma de adesivo e goma de mascar, eles liberam lentamente nicotina no organismo, driblando a dependência a essa substância.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulga dois outros métodos: a parada imediata – em que a pessoa marca uma data para deixar de fumar – e a parada gradual, em que o fumante vai reduzindo o número de cigarros aos poucos.

A determinação em parar, no entanto, é tudo. Nesse aspecto, concordamos com a proposta do Inca: o mais importante é escolher uma data para ser o seu primeiro dia sem cigarro. E se acontecer a síndrome de abstinência (dor de cabeça, irritabilidade, alteração do sono, etc.), não se abale. Isso passa. O mais importante é a sua vitória sobre o cigarro.


Imprimir Enviar a um amigo