Notícia

Colchões: não acredite em qualquer promessa

23 setembro 2016
colchão

23 setembro 2016

Modelos terapêuticos não possuem comprovação científica. Portanto, veja nossas dicas de compra e não caia em conversa fiada.

mulher deitada em colchão

 

Se suas noites de sono já não são tão agradáveis, talvez seja hora de trocar o colchão. O tempo adequado para a substituição varia entre oito e dez anos, dependendo do estado do produto. Mas lembre-se que um bom colchão deve acompanhar a curvatura da coluna e suportar o peso do restante do corpo, sem grande deformação.

Antes de comprar um novo produto, escolha primeiro o tipo de colchão de sua preferência: de espuma, molas, látex ou de água. Depois, a densidade (no caso de colchões de espuma), que varia conforme o seu peso e altura. E só; estes são os únicos itens que devem ser observados. Portanto, não caia nas promessas de colchões terapêuticos, cada vez mais comuns no mercado. Nesta linha, há modelos magnéticos, com infra vermelho e os que oferecem “tratamentos quânticos”. No entanto, não há estudo científico que comprove os seus benefícios. Ao contrário; tudo não passa de pura balela.

Tenha em mente que o colchão ideal deve respeitar a curvatura natural do corpo. Ao deitar-se de lado, a coluna deve se manter numa linha reta e os ombros e quadril precisam afundar ligeiramente. Por isso, um colchão muito rígido não é recomendado para as costas. O ideal é que ele não seja nem muito duro nem muito macio – principalmente, para quem sofre com dores na coluna.

 

criança em cima de pilha de colchão

 

Conheça os prós e contras de cada modelo

Observe bem também o tipo de material. Os colchões de espuma têm boa elasticidade, densidade e firmeza, adaptam-se tanto a estrados de madeira perfurada, de ripas (mais rígidos) e de molas. Possuem bom isolamento térmico, o que é uma vantagem no inverno, mas não no verão.

Ao optar pelo de espuma, você deve consultar a tabela de adequação de densidade (disponível nos estabelecimentos que comercializam o produto), que combina peso e altura e aponta o índice ideal. Por exemplo, se você pesa entre 61 a 70 quilos e mede de 1,71 a 1,80 m, a escolha deve ser por um produto de densidade 28. Se for para casal, deve prevalecer as medidas da pessoa mais pesada. Já para recém-nascidos e crianças de até 3 anos, o indicado é 16.

Os de látex também são boas opções, já que se adaptam ao corpo e aos diferentes tipos de estrados. No entanto, são quentes para o verão e difíceis de deslocar. Já os de mola são perfeitos para quem vive em regiões quentes. Mas, apresar da boa ventilação, há o risco das molas se partirem ou perderem elasticidade. E os de água – constituídos por gel ou espuma viscoelástica –, se adaptam ao corpo de maneira correta, mas são ruidosos e dificultam o sono. Eles só oferecem vantagens para pessoas com problemas de saúde, pois evitam feridas em doentes acamados.

 

colchão pegando fogo

 

Descarte correto é importante

O tempo de vida útil do colchão é de 8 a 10 anos, mas é possível fazê-lo durar um pouquinho mais. Basta deixá-lo pegar ar diariamente, mesmo durante o inverno, e virá-lo regularmente – de cima para baixo e da cabeceira para os pés, para não criar zonas e deformações.

Outra dica importante é a forma como descartar seu colchão velho. Se ele estiver em estado razoável, doe-o para uma instituição de caridade. Do contrário, na hora da compra do novo, pergunte se o distribuidor recolhe o velho. E caso não o façam, entre em contato com o serviço municipal de coleta de lixo. O provável é que o colchão seja encaminhado a um aterro sanitário ou para incineração, com recuperação da energia liberada pela queima.

Gostou deste conteúdo? Cadastre-se agora e receba gratuitamente informações da PROTESTE!


Imprimir Enviar a um amigo