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Comida de praia: o melhor é evitar
Constatamos que alimentos oferecidos aos banhistas foram preparados sem a devida preocupação com a higiene. Além disso, eles apresentam condições favoráveis à proliferação de bactérias nocivas à saúde. 
06 janeiro 2017 |
camarao

Se durante a diversão na praia você acaba não resistindo às guloseimas vendidas por vendedores ambulantes, cuidado! O espetinho de camarão, o queijo coalho e a salada de frutas, entre outras delícias aparentemente inofensivas, podem atrapalhar o seu verão. Daí a importância de estar atento a esse tema, principalmente durante a estação mais quente do ano. 

Em nosso teste realizado em praias de cinco estados brasileiros, não encontramos micro-organismos patogênicos, aqueles que fazem mal à saúde, em nenhum dos alimentos coletados. No entanto, é preciso lembrar que este é um estudo de cenário. Ou seja, ele revela a realidade constatada naquele determinado momento e local. 

Condições favorecem proliferação de bactérias

Além disso, em mais da metade dos produtos foi detectada presença considerável de um ou outro micro-organismo – entre eles, estão os mesófilos aeróbios. Embora não representem riscos à saúde, eles são um indicativo de que o alimento apresenta condições favoráveis para o crescimento de bactérias causadoras de intoxicação ou infecção alimentar

Vale destacar ainda que a coleta foi efetuada nos meses de outubro e novembro, quando o clima é um pouco mais ameno (veja aqui detalhes sobre a realização do teste). Como em algumas das praias visitadas os termômetros geralmente ultrapassam os 40°C no verão, o quadro encontrado em meses mais quentes do ano, como janeiro e fevereiro, quando as praias estão lotadas, tende a ser mais preocupante: o sol atua como um facilitador para o crescimento de bactérias em muitos alimentos. A situação piora se esse alimento é de fácil deterioração, como frutos do mar e produtos à base de maionese. 

praia cheia 

Encontramos indícios de falta de higiene

Também detectamos a existência de bolores e leveduras em espetinho de camarão, sanduíches naturais, salada de frutas, sucos de fruta e mate recolhidos. Esse é mais um indício de que, durante o preparo desses produtos, cuidados com a higiene foram deixados de lado. 

Confira, abaixo, as praias que participaram do nosso estudo, assim como os resultados encontrados em cada uma delas. E tenha em mente: o ideal é levar a comida de casa. Para conferir alternativas de lanches que vão deixar sua ida à praia muito mais saudável, clique aqui. Acesse ainda nossa Cartilha de Verão e fique de olho em nossas dicas. 

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Resultados: 

Praia Grande/SP
Onde
Praias da Guilhermina, Boqueirão e Tupi
Achamos 
Bolores e leveduras (na salada de frutas e no suco de fruta)

Recife/PE
Onde 
Praia da Boa Viagem
Achamos 
Mesófilos aeróbios (no espetinho de camarão, no queijo coalho e no sanduíche natural)
Bolores e leveduras (no sanduíche natural)

Rio de Janeiro/RJ
Onde 
Praia de Copacabana
Achamos 
Mesófilos aeróbios (no espetinho de camarão)
Bolores e leveduras (no espetinho de camarão, no sanduíche natural e no mate)

Salvador/BA
Onde 
Praia do Flamengo
Achamos 
Mesófilos aeróbios (no espetinho de camarão, no queijo coalho e no sanduíche natural)

Vila Velha/ES
Onde 
Praia da Costa
Achamos 
Mesófilos aeróbios (no sanduíche natural)
Bolores e leveduras (no suco de fruta)



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