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Estádios modernos, mas com problemas

01 agosto 2013

01 agosto 2013

A PROTESTE compareceu à Copa das Confederações para avaliar a situação das cinco arenas que foram utilizadas. Além da modernidade e conforto que os novos ou reformados estádios apresentam, existem problemas com as saídas de emergência e a sinalização. 


O torcedor tem os mesmos direitos de um consumidor. Isso é garantido pelo seu Estatuto. A PROTESTE investigou se esses direitos foram respeitados nos estádios usados na Copa das Confederações. Apesar do conforto das novas arenas, ainda há problemas básicos, mas fáceis de resolver. Mudar placas de sinalização e treinar melhor os voluntários que vão atender ao público já ajudaria.

A equipe da PROTESTE foi à Arena Pernambuco, Castelão, Fonte Nova, Maracanã e Mineirão para fazer suas avaliações. O serviço de orientação prestado ao público, a higiene das instalações, o preço dos alimentos e a acessibilidade para portadores de necessidades especiais foram itens observados. Além disso, a Associação ficou de olho nas condições de segurança principalmente.

Todas as arenas têm lugares para portadores de necessidades especiais e rampas adequadas para cadeirantes. Mas, algumas imposições da Fifa representam um retrocesso no Estatuto do Torcedor. Um exemplo é a venda de bebidas alcoólicas no estádio. Outro é a ausência do ouvidor, que impede que o torcedor faça uma reclamação formal caso se sinta desrespeitado.

A sinalização interna é ruim de modo geral. Muitas placas de rotas de fuga não são iluminadas. Em alguns casos são pequenas com dificuldade de identificação. Os carrinhos de bebidas dentro dos cinco estádios e os estandes dos patrocinadores fora das arenas são potenciais obstáculos para o torcedor sair do loca em caso de emergência.

Apesar da facilidade de solução da maioria dos problemas, existem alguns erros de projeto. O Maracanã, por exemplo, não possui degraus de tamanho padronizado. Já a Fonte Nova, em Salvador, apresenta um setor sem acesso de emergência ao gramado. Por outro lado, seus voluntários foram os mais prestativos, diferente de Fortaleza que foi a mais desorganizada. Confira a avaliação dos cinco estádios aqui.

Comer no estádio é caro

Ir com a carteira cheia deveria ser uma das recomendações da Fifa. Se você beber um refrigerante e comer um amendoim, vai ter que desembolsar R$ 13. Tomar uma Brahma durante o jogo custa R$ 9. Se optar pela Budweiser, vai precisar pagar R$ 12 por uma cerveja. Em Salvador, a venda de acarajé foi permitida. Com um refrigerante, o quitute baiano sai por R$ 14.


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