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Os Incríveis 2: portadora de epilepsia comenta riscos oferecidos pelo filme
Para Thais Silva, alerta é algo simples a ser feito e que ajuda a preservar a saúde de quem possui a síndrome
11 julho 2018 |
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Poucos dias antes da estreia do filme infantil "Os Incríveis 2", a PROTESTE alertou o público sobre os riscos que o filme trazia em pessoas suscetíveis a epilepsia fotossensível ou outras fotossensibilidades.

Em nossas redes sociais, a publicação do conteúdo gerou um amplo debate. Nela, alguns usuários consideraram o alerta exagerado, enquanto outros entendiam que de fato a animação poderia representar um risco à saúde de algumas pessoas.

Pensando nisso, convidamos a estudante paulistana Thais Silva, portadora de epilepsia, para nos contar como ela entende esse caso. Confira a seguir o bate-papo completo:

Conte-nos um pouco sobre quem é você e com quantos anos descobriu que tinha epilepsia?

Olá, meu nome é Thais Silva. Tenho 32 anos, sou moradora de Suzano (SP) e atualmente curso Gestão Pública, no Instituto Federal de São Paulo. 

Descobri que sou epilética aos 6 anos de idade, após uma crise que eu tive. A confirmação veio por meio de um exame de eletroencefalograma.

Qual o tipo da síndrome que você possui?

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Qual sua opinião sobre a falta de alerta do risco de crise epilética no filme "Os incríveis 2"?

Não saber que o filme possui cenas que podem vir a desencadear crises é algo realmente muito preocupante. Em muitos casos, a epilepsia vem acompanhada de fotossensibilidade, e a falta de alerta coloca em risco os portadores da síndrome.

Como foi dito na matéria anterior de vocês, aqui no site, a luz pode desencadear convulsões que geralmente duram cerca de 30 segundos, mas em alguns casos há pessoas que podem levar muito mais tempo para se sentir melhor.

O alerta é algo simples a ser feito e que ajuda a preservar a saúde de quem possui a síndrome.

Como você se previne para evitar problemas que podem ser causados por filmes como esse?

No meu caso é um pouco mais simples. Isso porque não possuo fotossensibilidade atrelada à síndrome. Logo, não tenho problemas com esses tipos de filmes e programas que exibem longas sequências de luzes piscantes, como no caso de “Os Incríveis 2”.  

É claro que quem é epilético fotossensível precisa estar sempre atento e se informar bem sobre os riscos que essas produções podem trazer.

Esse não foi o primeiro e dificilmente será o último caso de produção midiática que pode trazer essas sequências luminosas. Por isso, é preciso ter atenção.

Qual a importância de uma entidade como a PROTESTE alertar sobre o caso?

Para mim, é de suma importância que uma empresa da magnitude da PROTESTE informe as pessoas sobres os riscos da exposição.

Algumas pessoas não acessam esse tipo de informação com facilidade. Além disso, essa é a melhor forma de educar as pessoas que não possuem epilepsia, desmistificando a crise, e de alertar os pais e mães que pretendem levar seus filhos ao cinema para assistir ao filme.

Agradeço e parabenizo a PROTESTE por ser pioneira ao levar informação de forma adequada e inteligente e por sempre zelar pelo bem dos consumidores.

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