Notícia

“Pais devem encarar com seriedade e intervir”

06 setembro 2012

06 setembro 2012

Em entrevista, a psicóloga e psicanalista Ramona Palieraqui, afirma que bullying no país ainda é tratado como uma característica normal da juventude; confira à íntegra.

Quais são os principais sintomas do bullying?

A vítima de bullying vai lentamente mudando seu comportamento, tanto na escola como no convívio pessoal. Na escola, seu rendimento cai e ela se afasta dos colegas.

Ocorrem alterações de humor, abatimento físico e queixas permanentes de dor de cabeça e de estômago, além de fadiga. A criança fica mais impaciente, introspectiva, irritável, intolerante e um pouco inerte.

Como pais e professores podem ajudar?

Os pais devem encarar os fatos com seriedade e intervencionismo, nunca dizendo “isso é coisa de criança ou de jovem”. O descaso pode gerar fortes sentimentos de abandono, comprometendo o desenvolvimento dessas pessoas.

Eles devem observar se é um fato isolado ou frequente e, se repetido, precisam conversar com a criança para aumentar sua autoestima. Em última instância, deve-se buscar a ajuda de um profissional.

O problema é levado a sério no Brasil?

Cada país trata o bullying de acordo com sua cultura. Aqui, existem condutas diferenciadas entre escolas particulares e públicas. Mas há um traço comum entre os pais, que sempre dão razão aos filhos, o que faz com que a escola seja incapaz de impor limites.

Outra razão é que esse comportamento é admitido como natural e aceito como se fosse próprio da juventude. Ou seja, não é valorizado por educadores ou pais, exceto pelos pais da vítima.


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