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Saiba porque você deve parar de comprar vitamina C imediatamente
Muitas pessoas compram os suplementos de vitamina C com a promessa de reforçar a imunidade do organismo, mas as coisas não funcionam exatamente assim.
07 novembro 2017 |
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A vitamina C é importante na defesa do organismo contra infecções e possui propriedades cicatrizantes, auxilia na absorção do ferro, evitando anemias e combatendo estresse e alergias. Todos esses benefícios são comprovados cientificamente

Entretanto, muita gente recorre à suplementação diária de altas doses desse nutriente com o intuito de prevenir gripes e resfriados - que os cientistas já provaram que não tem eficácia para pessoas em condições normais de saúde. É isso mesmo: o suplemento de vitamina C comprado em farmácias não tem efeito significativo no corpo humano.

Ensaios com suplementação em doses maiores ou iguais a 0,2 g por dia de vitamina C apontaram redução do resfriado comum em apenas um dia (de 12 para 11 dias) em 8% dos adultos. 

Logo, ao consumir suplementos de vitamina C você acaba jogando dinheiro fora e sobrecarrega os rins com altas doses sem necessidade. A ingestão adicional do nutriente só é recomendada em casos especiais, como fumantes, atletas, pessoas expostas a frio intenso e aquelas com saúde debilitada ou em pós-cirúrgico. Se você não se encaixa nesses casos, nem tem prescrição médica para isso, deixe comprimidos e efervescentes de lado e corra para o mercado ou para a feira. Porque é lá que você vai encontrar toda a vitamina C que precisa e não na farmácia.

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Veja aqui alguns cuidados que você deve ter ao preparar frutas, legumes e verduras para o consumo:

Descasque com cuidado: Perde-se nutrientes ao se retirar uma casca muito grossa, já que debaixo da pele há mais vitaminas do que no centro. O mesmo acontece quando se eliminam as folhas exteriores de algumas hortaliças verdes;

Não deixe de molho por muito tempo: Prepare verduras e frutas com a menor antecedência possível. Ao mantê-las de molho por mais de meia hora, pode ocorrer perda de vitaminas;

Evite cortar ou partir: Não faça isso com muita antecedência, para não deixá-los expostos;

Cozinhando em água: Parte dos nutrientes fica na água do cozimento. Reduza as perdas colocando os alimentos em água fervendo. E aproveite o caldo para fazer sopa ou arroz;

Panela de pressão é melhor: Como o tempo de cozimento é menor, há maior aproveitamento nutritivo dos alimentos;

No vapor é melhor ainda: Aqui não há perda de sais minerais e se perde muito pouco de vitaminas;

Grelhar é boa opção: Nesse tipo de preparo, as proteínas superficiais coagulam rapidamente, evitando a saída de água do alimento e, por consequência, dos nutrientes;

Óleo abaixo de 175ºC: Sempre que possível, evite frituras. Mas, se optar por fritar, use óleo quente até 175ºC. Não reutilize o óleo escurecido, o que indica degradação (coloque-o em uma garrafa PET e destine-o à reciclagem). Prefira óleos de amendoim, girassol, milho para cozimento ou soja para frituras;

Ao triturar, consumir rápido: Quando trituramos, há aumento na perda de vitaminas, porque uma grande quantidade de oxigênio entra no alimento. Por isso, consuma purês ou sucos de fruta logo após serem preparados. Já o suco de laranja pode ser mais bem armazenado;

Praticidade do micro-ondas: A rapidez com que os alimentos são cozidos no forno de micro-ondas permite que os valores nutricionais não sejam prejudicados. E a radiação não produz efeitos nocivos sobre os alimentos.

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