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Parto: cesáreas precisam diminuir
O Ministério da Saúde está preocupado com o alto índice de cesarianas desnecessárias feitas no Brasil, aumentando os riscos para mãe e bebê. Confira aqui tudo sobre o assunto e participe da nossa pesquisa.
03 março 2015 |

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que apenas 15% dos partos sejam realizados por cesariana, pois esta seria a porcentagem de situações reais de risco à mãe ou ao bebê se o parto for feito por via natural.

No Brasil, 84,6% dos partos realizados com planos de saúde são cesáreos. No SUS, a taxa fica em 40%, o que ainda é considerado alto. No país, levando-se em conta tanto a rede pública quanto a privada, a cesariana representa 55,6% do total dos nascimentos. É muita coisa.

 


Mas está chegando a hora de isso mudar

Para tentar diminuir a quantidade de cesáreas, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciaram em janeiro uma resolução que obriga os planos de saúde a informar às pacientes, em até 15 dias, a quantidade de cesarianas realizadas por médico, operadora e hospital, quando solicitados. Essas informações ajudarão a futura mãe a escolher seus médicos.

A resolução determina também a inclusão de contatos da ANS no Cartão da Gestante e a orientação para que médicos utilizem partogramas (avaliação da evolução do parto) com dados estabelecidos pela OMS.

Os planos de saúde têm até julho para se adequar às novas regras. Após esse prazo, a multa para quem não prestar as informações quando solicitadas será de R$ 25 mil para cada caso.

Gestantes têm medo da dor

A desculpa para tantas cesáreas reside no medo que as mulheres sentem da dor do parto e de uma cultura que estimula as intervenções médicas, sob os mais variados pretextos.

Desde dizer, antes de a mulher entrar em trabalho de parto, que ela não tem “passagem” para o bebê até marcar uma cirurgia para que a criança nasça em uma data escolhida pela família e pelo médico.

Por muito tempo acreditou-se que a cesárea minimizava os riscos para mãe e filho durante o parto.

Mas a verdade é que triplica o risco de morte materna por causa de possíveis infecções e não diminui estatisticamente a quantidade de óbitos de recém-nascidos na mesma proporção em que acontecem as cirurgias – sim, lembre-se de que a cesárea é uma cirurgia.

Outro dado que eleva consideravelmente o número de cesarianas é a crença de que se a mulher teve o primeiro filho dessa forma todos os outros filhos também devem nascer assim. Esse é um mito.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o índice de sucesso para parto vaginal nas mulheres submetidas a cesáreas anteriores varia de 50% a 80%.

Normal favorece amamentação

Além de oferecer menos riscos para a mãe e para o bebê, o parto normal facilita a amamentação. Isso porque, durante o trabalho de parto, o organismo da mulher libera os hormônios ocitocina e prolactina, que favorecem a descida do leite.

Já nos casos de cesárea marcada, a mulher pode ser submetida à cirurgia sem que o bebê esteja pronto para nascer, levando o corpo a iniciar a produção do leite com certo atraso.

Não raro, o leite só “desce” entre dois a cinco dias após a cesárea, levando os bebês a perderem muito peso e tornando mais comuns a complementação com leite artificial e a introdução da mamadeira. Por outro lado, nos casos de parto normal, o bebê, muitas vezes, já consegue mamar assim que nasce, o que seria o ideal.   

Participe da pesquisa sobre gravidez e parto que está sendo feita pela PROTESTE. O objetivo da pesquisa sobre gravidez e parto é identificar como ocorre o processo de escolha do tipo de parto pelas mulheres brasileiras. E, também, avaliar a qualidade dos cuidados de saúde durante o pré-natal. 

 

 

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